Novo premiê da Hungria visita presidente do país, publica foto e diz que ele é 'indigno e precisa sair'
O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, eleito no final de semana, visitou nesta quarta-feira (15) o presidente do país, Tamás Sulyok. Parte da transição, o encontro acabou seguindo um caminho diferente.
Em uma publicação nas redes sociais com a foto dos dois, Magyar escreveu:
'Tamás Sulyok é indigno de representar a unidade da nação húngara. Ele é inadequado para servir como guardião da legalidade. Ele não é adequado para servir como autoridade moral ou modelo a seguir.
Após a formação do novo governo, Tamás Sulyok deve deixar o cargo imediatamente'.
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Milhares de pessoas saíram às ruas para festejar a vitória da oposição, que encerrou um ciclo de 16 anos de poder do líder da extrema direita, Viktor Orbán.
O futuro primeiro-ministro deve ser Péter Magyar, líder do partido Tisza, legenda de centro-direita que conquistou 138 das 199 cadeiras no Parlamento. Com dois terços do Congresso, o novo líder terá poderes constitucionais para reverter as leis aprovadas por Viktor Orbán.
O partido Fidesz ficou com apenas 55 cadeiras, seu pior desempenho em décadas.
Ícone da direita nacionalista e aliado dos presidentes Trump e Vladimir Putin, Orbán reconheceu a derrota em um discurso breve, classificando o resultado como "claro e doloroso".
A eleição na Hungria era considerada a mais importante da Europa neste ano e registrou uma participação recorde de 66% dos eleitores.
Durante os 16 anos como primeiro-ministro, Orbán promoveu medidas duras contra direitos de minorias e liberdade de imprensa, enfraqueceu diversas instituições húngaras e foi acusado de corrupção.
Ele também tensionou fortemente a relação da Hungria com a União Europeia e usou repetidamente seu poder de veto para bloquear decisões que exigem unanimidade, como o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a vitória da oposição.
O futuro primeiro-ministro da Hungria tem 45 anos e é ex-aliado de Viktor Orbán. Ele promete reaproximar a Hungria do Ocidente; reduzir a dependência energética da Rússia e liberar 18 bilhões de euros em fundos que foram congelados pela União Europeia.
