Novo pede ao TCU apuração sobre uso da estrutura da Presidência em carro alegórico
Após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitou a liminar contra o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula, o partido Novo apresentou mais uma representação ao Tribunal de Contas da União para pedir apuração sobre o uso da estrutura da Presidência na organização do carro alegórico intitulado “Amigos do Lula”, previsto para o desfile de domingo. Segundo a legenda, é nesta alegoria que integrantes do governo e a primeira-dama Janja da Silva devem desfilar.
No documento, o partido diz que a primeira-dama teria coordenado convites, organização de fantasias e a lista de convidados usando a estrutura do Palácio do Planalto. A sigla afirma que recursos e servidores públicos foram usados em uma atividade de caráter pessoal e festivo, o que, na avaliação do Novo, descumpre a orientação da Advocacia-Geral da União de 2025, que trata sobre as atribuições de cônjuges de presidentes. O partido pede que o TCU impeça a atuação de servidores e atividades logísticas ligadas ao carro alegórico e cobra a responsabilização dos envolvidos. Em uma ação anterior sobre o repasse de 1 milhão da Embratur à escola, mesmo valor destinado às outras agremiações, o ministro Aroldo Cedraz negou suspender os recursos por entender que a divisão seguiu critérios iguais. O TCU deu prazo de 15 dias para alegações dos envolvidos no uso do dinheiro público.
Nesta quinta, o TSE rejeitou por unanimidade ações que tentavam impedir o desfile e o samba-enredo, por considerar que uma liminar prévia seria censura. A Corte afirmou que eventuais irregularidades poderão ser analisadas depois e alertou para risco de propaganda irregular ou abuso político caso haja pedido explícito de votos ou uso indevido do evento.
