Novo notebook Googlebook pode aposentar os Chromebooks? Veja diferenças
O Googlebook, em comparação com o Chromebook, muda ao focar em hardware de alto desempenho, acabamento refinado e inteligência artificial local com o Gemini. Apesar disso, a antiga linha não deve ser aposentada, já que a nova buscará rivalizar diretamente com os modelos da Microsoft e Apple. A novidade inaugura uma categoria na empresa, projetada para operar com recursos de IA integrados nativamente e uma profunda conexão com o ecossistema Android.
Para ajudar você a entender as diferenças práticas entre as duas propostas da empresa, o TechTudo preparou um comparativo completo que detalha as mudanças em design, as novas ferramentas inteligentes, a integração sem emulação com smartphones e as estimativas de preço. Confira abaixo os tópicos analisados.
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Googlebook é o novo conceito de laptop premium do Google
Divulgação/Google
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1. O que é o Googlebook?
O Googlebook é um novo conceito de notebook do Google, com especificação de hardware premium e materiais nobres na construção. Ao contrário dos Chromebooks, ele traz componentes dedicados para rodar inteligência artificial localmente, design ultrafino e componentes de alta velocidade.
Embora a fabricante não tenha revelado todos os detalhes sobre o sistema operacional, a empresa confirmou que a interface foi desenhada do zero com foco em inteligência artificial. Na prática, a IA Gemini atuará como parte fundamental do software para automatizar tarefas e gerenciar arquivos de forma nativa, sem depender exclusivamente de conexões com a internet.
Googlebook
Reprodução/Google
Além disso, um pilar do projeto é a integração com o sistema operacional Android, que também é desenvolvido pela Google. A promessa é criar um ecossistema entre dispositivos móveis e laptops, algo similar ao que acontece com algumas marcas concorrentes.
Em parceria com marcas famosas, como Asus, Dell, HP e outras, o Google pretende abastecer as lojas com modelos modernos e capazes de bater de frente com a categoria Copilot+PC da Microsoft.
2. Design
Enquanto os Chromebooks eram laptops extremamente simples, o que se refletia em displays com bordas espessas, equipamentos mais pesados e construção em materiais mais simples. Já os novos Googlebooks prometem ser produtos com uma qualidade de construção muito superior.
A linha adota um formato moderno, com estrutura metálica muito fina, leve e fácil de transportar na mochila. O visual ganha o reforço de uma barra luminosa integrada ao chassi, que serve para dar identidade visual ao produto e também atuar como um painel de notificações dinâmico, exibindo alertas visuais e o status de carregamento do aparelho.
3. Recursos
Um Googlebook pode oferecer muito mais recursos que um Chromebook. O novo padrão foi desenvolvido para atuar na categoria de alta produtividade com processamento neural, enquanto o modelo antigo permanece restrito a tarefas básicas em navegadores de internet e aplicativos leves em nuvem.
Uma das novidades do Googlebook é a aplicação de um cursor inteligente, que faz com que o ponteiro ganhe a capacidade de ler e contextualizar elementos da tela em tempo real. Além disso, a integração com inteligência artificial vai permitir, por exemplo, que, ao posicionar a seta sobre uma data em um e-mail ou site, o sistema exiba um atalho flutuante para criar um evento na agenda ou interagir com outros aplicativos integrados, o que poupa cliques do usuário.
O Googlebook promete integração total com dispositivos Android
Reprodução/Google
O Gemini será completamente integrado ao sistema, de modo que o assistente funcione como um copiloto para o fluxo de trabalho, ao resumir documentos locais e gerar imagens. Uma outra novidade é que o sistema do Googlebook permitirá que os usuários criem widgets personalizados. Para isso, basta enviar um prompt para o Gemini para que a IA monte um bloco personalizado na tela com a previsão do tempo ou cotações financeiras.
4. Integração com Android
A promessa do Google é que o novo sistema será praticamente uma extensão do Android. Para quem já utiliza celulares com esse sistema, a comunicação entre as telas promete ser instantânea, o que permitiria acessar mídias, fotos e documentos do telefone sem a necessidade de cabos ou aplicativos de terceiros.
O novo sistema traz suporte nativo para aplicativos móveis, o que dispensa o uso de emulação para apps Android. Com isso, seria possível rodar os aplicativos da Google Play Store com alto desempenho e utilizar o próprio celular como uma segunda tela interativa ou webcam sem fios para videochamadas no computador.
Alguns modelos de Chromebooks também oferecem suporte parcial a apps Android
Divulgação/Samsung
5. Preços
O preço oficial dos notebooks e a data exata de lançamento no mercado global ainda não foram confirmados pelo Google. Contudo, especialistas do setor de tecnologia estimam que as opções de entrada da categoria devem desembarcar nas lojas custando a partir de US$ 1.000 (cerca de R$ 4.984,50 em conversão direta na cotação atual, sem a inclusão de frete ou impostos alfandegários).
Esse preço elevado é estimado pelas especificações de hardware exigidas pelo projeto. Os laptops devem vir equipados com processadores avançados de última geração, como a linha Intel Panther Lake, além de uma quantidade generosa de memória RAM e unidades de armazenamento em SSD de alta velocidade. Aliás, memória RAM e SSD tendem a impactar consideravelmente o preço caso a atual crise no mercado dos componentes não tenha sido sanada até o lançamento.
Ainda não há preço confirmado para o Googlebook, mas especialistas apostam alto
Reprodução/Google
6. Os Chromebooks vão acabar?
Os Chromebooks não devem acabar; afinal, os notebooks de entrada do Google possuem uma proposta bem diferente, indicada para um uso mais simples. Hoje, os dispositivos de entrada continuam voltados para fins educacionais, inclusão digital e usuários que demandam um computador apenas para navegar na internet e digitar textos de forma simples. Além disso, o baixo custo de aquisição fez com que esses modelos fossem adotados em larga escala por escolas e projetos governamentais em diversos países.
o Chromebook não morrerá, pelo menos por enquanto
Divulgação
Com informações de Tom´sGuide e TrustedReviews.
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