Novo ministro da Justiça prepara mudanças em secretarias estratégicas da pasta
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, prepara uma série de mudanças nas secretarias da pasta já a partir desta semana. As trocas marcam o início da nova gestão e serão acompanhadas de perto pelo Palácio do Planalto, que considera a área da segurança pública uma das mais sensíveis do governo, especialmente em ano eleitoral.
Entre as alterações previstas estão a Secretaria-Executiva e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, atualmente acumuladas por Mario Sarrubbo. Segundo interlocutores, ele já comunicou a aliados a intenção de deixar o ministério. Sarrubbo foi braço direito do antigo titular da pasta, o ex-ministro Ricardo Lewandowski.
Também devem passar por troca de comando a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais. A expectativa do novo ministro é substituir ao menos quatro das oito secretarias que compõem a estrutura do ministério.
Até que os novos nomes sejam definidos, Mario Sarrubbo deve permanecer interinamente na Secretaria-Executiva. As mudanças ocorrem após o pedido de saída do então secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, cuja exoneração foi publicada na última quinta-feira.
O principal desafio da nova equipe será avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional. Considerada prioridade pelo governo, a proposta busca fortalecer a atuação integrada dos órgãos de segurança dos estados no combate ao crime organizado.
Para o analista político Melilo Diniz, o tema deve ganhar protagonismo na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco eleitoral.
‘A Justiça e a segurança pública são áreas que exigem um cuidado especial na articulação com os estados para que haja algum tipo de resultado. De todo modo, essas mudanças estão alinhadas à vontade do presidente Lula de priorizar o tema e evitar que ele se torne uma vitrine negativa no Congresso Nacional e na opinião pública.’
Apesar das mudanças nas secretarias, o ministro Wellington Lima e Silva já indicou que pretende manter nos cargos os atuais diretores da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Oliveira.
