Joaquim Falcão, 82 anos, carioca e com laços afetivos em Pernambuco, lança, em 2 de julho, um livro com uma tese inquietante: juízes, parlamentares e membros do Executivo — os três Poderes da República — teriam se transformado, pouco a pouco, numa oligarquia.
Não no sentido antigo, como a da República Velha (1889 a 1930), por exemplo, marcada pelo domínio das oligarquias agrárias regionais.
Em “A oligarquia dos Poderes — e a crise da democracia”, pelo selo História Real, da Intrínseca, o autor, acadêmico, professor e jurista, sustenta que o Estado está sendo capturado por seus próprios funcionários.
Em outras palavras, diz, “é uma oligarquia feita de autoridades públicas que usam o próprio Estado para se beneficiar, proteger-se e se perpetuar — em detrimento de todos os demais”.
