Novo líder supremo do Irã sofreu apenas 'ferimentos leves' e segue exercendo suas funções, diz agência

 

Fonte:


O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sofreu ferimentos leves, mas continua exercendo suas funções, reveleram autoridades iranianas à agência de notícias Reuters.

A informação, revelada a alguns dias, foi confirmada nesta quarta-feira (11) por um alto funcionário do governo de Israel à agência de notícias Reuters. Segundo ele, os indícios era de que o filho do antigo líder supremo tinha sido ferido.

Além disso, o filho do presidente do Irã, Yousef Pezeshkian, escreveu no Telegram que o aiatolá foi ferido, mas está 'são e salvo'.

'Recebi a notícia de que o Sr. Mojtaba Khamenei havia sido ferido. Perguntei a alguns amigos que tinham contatos com ele. Eles me disseram que, graças a Deus, ele está são e salvo'.

O antigo líder supremo, Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro em um bombardeio atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. Ele foi escolhido no domingo pela Assembleia de Especialistas para comandar a República Islâmica.

Desde a nomeação, o novo líder ainda não fez aparições públicas nem pronunciamentos, o que aumentou as especulações sobre seu estado de saúde e segurança.

Segundo a agência Reuters, a escolha de Mojtaba Khamenei foi fortemente apoiada pela Guarda Revolucionária, que teria pressionado líderes religiosos a aprovar o nome dele. Khamenei é conhecido pela posição militar e mais dura dentro e fora do país.

Novo dia de guerra

Fogo após ataque israelense a Teerã, capital do Irã.

UGC/AFP

No décimo segundo dia de conflito no Oriente Médio, a tensão aumentou em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O Irã começou a instalar minas na faixa marítima por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto do mundo, de acordo com a CNN americana.

A Guarda Revolucionária do Irã, que agora controla efetivamente o estreito juntamente com a marinha iraniana, tem a capacidade de implantar uma 'rede de obstáculos' no local.

A notícia causou rápida reação dos Estados Unidos. Nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse que as consequências serão 'de uma magnitude nunca antes vista' caso o Irã tenha colocado minas no Estreito de Ormuz.

Na sequência, Trump informou que as forças americanas atacaram dez embarcações iranianas que tentavam lançar minas navais.

Ainda segundo o republicano, a força militar americana está usando a mesma tecnologia empregada contra traficantes de drogas para eliminar embarcações.

Os preços do petróleo em todo o mundo dispararam nos últimos dias devido a preocupações com o transporte do produto por essa rota marítima, considerada crucial.

Após Donald Trump afirmar que a guerra poderia acabar rápido, os contratos futuros de petróleo Brent caíram mais de 11% nessa terça (10). Foi o maior recuo em um único dia no período de quatro anos. O barril fechou cotado a 87 dólares.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que não se tomem 'decisões açodadas' diante da alta do petróleo.

Ele afirmou que o cenário internacional não pode levar a medidas precipitadas que afetem os combustíveis e a inflação. Para Haddad, oscilações externas devem ser analisadas com prudência

Sobre o conflito, o Pentágono e autoridades iranianas classificaram a terça-feira como o dia mais intenso da guerra até agora. A nova onda de bombardeios foi realizada por Estados Unidos e Israel contra mais alvos no Irã.

Em resposta à ofensiva, o chefe do Conselho de Segurança do Irã fez ameaças diretas ao presidente dos Estados Unidos. Ele afirmou não ter medo do que chamou de 'provocações vazias' e disse que Trump deveria tomar cuidado para 'não ser eliminado'.

De acordo com o porta-voz do Pentágono, cerca de 140 soldados americanos ficaram feridos desde o início das operações militares. Desses, oito sofreram ferimentos graves.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Washington não vai ceder até que 'o inimigo seja totalmente derrotado'. A fala veio após o presidente Trump ter feito afirmações contraditórias na segunda-feira, dizendo que o conflito estava perto de acabar.

Míssil iraniano atinge Israel em meio a guerra no Oriente Médio.

JACK GUEZ / AFP