Segundo a emissora estatal CCTV, o condado de Gyirong, na China, ainda enfrenta riscos de deslizamento de terra, avalanche de lama e enchentes repentinas.
O território foi atingido por deslizamentos no Nepal na quarta-feira (26).
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O acúmulo da terra que desmoronou formou barragens instáveis, de acordo com a mídia estatal.
Imagens mostram a formação de um lago no deslizamento, próximo ao Porto de Gyirong, ao lado nepalês da fronteira.
Estimava-se que o lago poderia conter os dois milhões de metros cúbicos de água, mas ele já começou a transbordar.
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Com previsão de chuva para os próximos três dias, mais de três milhões de metros cúbicos de água podem acumular no lago, aumentando o risco de rompimentos.
“As encostas das montanhas ao nosso redor podem desmoronar a qualquer momento, pois a estrada passa por penhascos íngremes.
Também pode haver risco de outro deslizamento de lama”, disse Chen Xi, representante do comando local das forças armadas da China, à CCTV.
O representante ainda afirmou à mídia que algumas unidades estão de prontidão devido ao risco de novos deslizamentos.
Equipes de resgate entram no segundo dia de buscas por sobreviventes de avalanche no Nepal
As equipes de resgate entraram nesta quinta-feira (27) no segundo dia de buscas por sobreviventes da violenta avalanche de gelo, rochas e lama que devastou a fronteira entre o Nepal e a China.
O número de mortos no desastre subiu para 289.
Ao menos 1500 pessoas continuam desaparecidas ou sem contato.
Mais de 6 milhões podem ter sido afetadas pela tragédia.
Entre os desaparecidos estão mais de 640 turistas.
Desse total, mais de 500 são estrangeiros.
Não há registro de brasileiros desaparecidos.
Vilarejos inteiros foram arrastados pela força da inundação repentina, que também destruiu casas, 40 quilômetros de estradas, pontes e uma usina hidrelétrica.
Imagens registradas na região mostram pessoas tentando fugir enquanto uma enorme onda de lama, água e sedimentos avança sobre prédios e veículos.
Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, a maioria cidadãos indianos que realizavam a tradicional peregrinação sagrada em direção ao Monte Kailash.
As equipes de busca também procuram por montanhistas e turistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália.
Até agora, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos esclareceu que o evento foi provocado pelo desprendimento de um bloco de gelo de mais de 600 metros de largura no alto das montanhas, e não por um terremoto prévio.
O rompimento a mais de 5 mil metros de altitude liberou grande volume de água represada, que desceu por vales estreitos em formato de "V", funcionando como um funil que acelerou a força destrutiva da lama sobre as vilas.
