A mansão anunciada por R$ 220 milhões e apontada como a mais cara do Brasil começou a desaparecer da paisagem do Jardim Pernambuco, no Leblon.
O casarão, que passou seis anos no centro de negociações entre seus proprietários e a incorporadora Mozak, dará lugar ao Estância Pernambuco, um condomínio fechado com apenas dez casas de alto padrão.
E, antes mesmo de a demolição avançar, o novo projeto já tem sete unidades vendidas — 70% do total.
Das dez residências previstas, sete já foram vendidas.
Segundo a imobiliária, os imóveis foram negociados por uma média de R$ 35 milhões, com valores que variam de R$ 24 milhões à unidade mais cara, vendida por R$ 42 milhões.
Agora, restam apenas três casas disponíveis.Os lotes terão dimensões entre 900 m² e 1.800 m², tamanho considerado raro no Jardim Pernambuco, onde os terrenos costumam ter cerca de 500 m² e grande parte é formada por áreas inclinadas.
No novo condomínio, predominam terrenos planos.
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As primeiras máquinas chegam ao terreno nesta sexta-feira, marcando o início da demolição da estrutura remanescente da mansão.
Ao longo dos últimos quatro meses, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, quadros, esquadrias e demais peças de valor, que permaneceram sob sua posse.
Segundo a incorporadora Mozak, apenas o “esqueleto” da mansão será demolido.
— A gente não está fazendo a demolição da casa mais cara do Brasil.
Estamos fazendo a sucessão dela para as próximas dez casas imponentes da cidade do Rio — afirma Breno Elehep, diretor da Mozak.
Mansão mais cara do Brasil, no Jardim Pernambuco, no Leblon
Domingos Peixoto
O empreendimento ocupará um terreno de 11,5 mil metros quadrados, adquirido após seis anos de negociações entre a empresa e os proprietários.
Será a primeira vez que a incorporadora, responsável por cem edifícios residenciais entregues no Rio, desenvolverá um projeto de casas na Zona Sul.
Os lotes, que já incluem o terro e o projeto da casas, terão dimensões entre 900 m² e 1.800 m², tamanho considerado raro no Jardim Pernambuco, onde os terrenos costumam ter cerca de 500 m² e grande parte é formada por áreas inclinadas.
No novo condomínio, predominam terrenos planos.
— O Jardim Pernambuco é a parte mais exclusiva, até mais do que a orla carioca, na nossa concepção, em termos de privacidade, escassez e luxo.
Cariocas e bilionários
Os sete compradores que já fecharam negócio têm outro ponto em comum: todos são brasileiros e, segundo a incorporadora, a maioria cariocas.
Entre eles estão grandes empresários do mercado financeiro, advogados, bilionários que construíram os próprios negócios e nomes ligados ao agronegócio.
O perfil dos moradores também é dividido, segundo a empresa, em dois grupos principais.
Um deles é formado por casais que estão chegando à segunda geração dos negócios familiares e querem criar os filhos em um novo espaço.
O outro reúne pessoas que buscam uma residência capaz de aproximar diferentes gerações da família.
A piscina no quintal da mansão mais cara do Brasil, no Leblon
Domingos Peixoto
Elehep conta a história de uma compradora que já vivia em uma casa considerada confortável, mas decidiu investir em uma das novas unidades pensando nos netos.
— A gente falou: “Você já mora em um lugar maravilhoso, em um lugar em que não precisa se mudar”.
E ela respondeu: “Aqui eu passo a ser referência de espaço para os meus netos.
Aqui eles vão fazer questão de querer estar comigo nos finais de semana, depois da escola”.
Vista para o Cristo Redentor e praia do Leblon
O Estância Pernambuco terá mais de 10 mil metros quadrados de área de lazer.
O projeto prevê quadra de beach tennis, campo de futebol, parquinho infantil, academia assinada pelo escritório Bernardes Arquitetura, áreas para caminhada e espaços de contemplação.
A casa de alto luxo no Leblon que foi anunciada por R$ 220 milhões abre espaço para condomínio de alto padrão
Divulgação/ Mozak
A circulação interna será feita também por carrinhos de golfe.
A empresa chegou a se referir inicialmente a uma “trilha” exclusiva no empreendimento, mas esclareceu que se trata de um espaço de wellness, voltado a caminhadas, contato com a natureza e atividades ao ar livre.
A ideia, segundo Elehep, é concentrar dentro do condomínio uma estrutura que permita ao morador praticar exercícios sem precisar deixar o local.
— O que é um domingo de manhã para um futuro morador do Estância Pernambuco? Ele acorda, tem um espaço para caminhar, pode fazer uma corrida ao ar livre, dar uma volta, tem academia, quadra de beach tennis para receber os amigos.
Ele tem tudo o que precisa sem precisar sair.
E o melhor parte, vista exclusiva para os principais cartões postais do Rio — afirmou.
Cada uma das dez casas poderá ser personalizada pelo comprador em conjunto com os arquitetos responsáveis pelo projeto.
Todas terão piscina de borda infinita, além de sauna seca e úmida.
As residências foram projetadas para aproveitar uma das principais características do terreno: a vista.
De acordo com a incorporadora, dos imóveis será possível enxergar, ao mesmo tempo, o mar do Leblon, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.
— São casas com vista da mesma suíte master, do mesmo banheiro do casal, para o mar do Leblon, para a Lagoa Rodrigo de Freitas e para o Cristo Redentor.
Você vê a cidade do Rio de Janeiro de cima — diz Elehep.
Três camadas de segurança
Outro ponto destacado pela incorporadora é a segurança.
O empreendimento terá três níveis de controle antes de o morador chegar à própria residência: a entrada do Jardim Pernambuco, o acesso exclusivo ao Estância Pernambuco e uma terceira camada de controle individual para as casas.
— Será o condomínio mais protegido, exclusivo e privado da cidade — afirma Elehep.
Segundo ele, haverá câmeras e controle de acesso nas entradas e nas áreas próximas às residências.
Enquanto o novo condomínio começa a sair do papel, a antiga mansão passa pelos últimos dias.
As primeiras máquinas e caminhões chegam ao terreno nesta sexta-feira.
A estrutura, no entanto, já vinha sendo desmontada há meses.
Os antigos proprietários passaram cerca de quatro meses retirando do casarão móveis, quadros, esquadrias e outros elementos de valor.
Segundo a Mozak, tudo o que era considerado raro ou valioso foi retirado pelos proprietários antes da demolição.
A incorporadora comprou o espaço completo, incluindo o casarão.
Os móveis e demais objetos, porém, não fazem parte da aquisição.
Peças que os antigos donos quiseram preservar foram retiradas antes do início da derrubada.
A casa de alto luxo no Leblon que foi anunciada por R$ 220 milhões abre espaço para condomínio de alto padrão
Divulgação/Mozak
— Eles estão há quatro meses fazendo isso.
Tudo que for raro, que veio de fora, eles estão levando.
Tudo vale muito dinheiro.
Eu vou demolir somente o esqueleto da casa — diz Elehep.
O início da derrubada também provocou uma movimentação inesperada na equipe comercial da Mozak.
Segundo Elehep, clientes que haviam acompanhado o projeto, mas aguardavam para saber se ele realmente sairia do papel, voltaram a procurar a empresa depois da repercussão da demolição.
Nas últimas 24 horas, afirma o diretor, houve aumento nas visitas ao terreno e nas reuniões on-line com interessados.
Ele próprio passou o dia no casarão recebendo clientes.
— Muitos clientes que estiveram na dúvida durante esse tempo, pensando “será que o projeto vai para a frente?”, viram as matérias e a repercussão e ligaram: “Agora eu quero voltar a estudar a possibilidade de compra”.
De ontem para hoje, nunca tivemos tantas visitas em um dia só, nem tantas reuniões on-line.
A empresa trabalha agora para fechar as três últimas unidades.
Segundo Elehep, a expectativa é que uma nova venda seja concluída em breve.
