Nova York tem maior greve de enfermeiros de sua história, com 15 mil trabalhadores parados

 

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Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira em três grandes grupos hospitalares privados da cidade de Nova York, reivindicando melhores salários e condições de trabalho. As autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades, que, segundo a Associação de Enfermeiras do Estado de Nova York (NYSNA), ocorreu após meses de negociações para um novo contrato que chegaram a um impasse.

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A associação afirma que esta é a maior greve de enfermeiros da história da cidade. Foram instaladas linhas de piquete em diversos hospitais particulares de Nova York, incluindo unidades do New York-Presbyterian, Montefiore Bronx e Mount Sinai.

"Infelizmente, executivos gananciosos de hospitais decidiram priorizar o lucro em detrimento da segurança do atendimento ao paciente e forçar os enfermeiros a entrar em greve quando preferiríamos estar ao lado de nossos pacientes", disse Nancy Hagans, presidente da NYSNA. "A administração do hospital se recusa a abordar nossas questões mais importantes: a segurança dos pacientes e dos enfermeiros."

Autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades em Nova York

Timothy A. Clary/AFP

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou seu apoio às enfermeiras na segunda-feira, dizendo: "Sabemos que durante o 11 de setembro foram as enfermeiras que cuidaram dos feridos".

"Sabemos que, durante a pandemia global, foram os enfermeiros que foram trabalhar, mesmo à custa da própria saúde", disse ele, usando um lenço vermelho da NYSNA.

Mamdani apelou a todas as partes para que "retornem imediatamente à mesa de negociações e não a abandonem. Devem negociar de boa fé". Os grupos hospitalares envolvidos deram alta ou transferiram vários pacientes, cancelaram algumas cirurgias e contrataram pessoal temporário.

Um porta-voz do Mount Sinai disse à CBS News que "infelizmente, a NYSNA decidiu prosseguir com a greve, recusando-se a ceder em suas exigências econômicas extremas, com as quais não podemos concordar, mas estamos prontos com 1.400 enfermeiros qualificados e especializados — e preparados para continuar a fornecer atendimento seguro aos pacientes enquanto durar esta greve."