Nova ponte gigantesca que liga o Brasil ao Paraguai entra na fase final e promete encurtar em até 14 dias viagem de cargas à Ásia

Nova ponte gigantesca que liga o Brasil ao Paraguai entra na fase final e promete encurtar em até 14 dias viagem de cargas à Ásia - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Com 1.294 metros de extensão, Ponte Bioceânica conecta Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai A ligação terrestre entre o Brasil e os portos do Oceano Pacífico está mais próxima de se tornar realidade.

A Ponte Bioceânica, construída sobre o rio Paraguai, entrou na fase final das obras e faz parte de um corredor internacional que poderá reduzir em até 14 dias o tempo de transporte de mercadorias com destino aos mercados asiáticos. Com 1.294 metros de extensão, a estrutura conecta Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

A travessia é uma das principais etapas da Rota Bioceânica, projeto que prevê uma ligação rodoviária entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa para o escoamento da produção sul-americana até os portos do Pacífico. De acordo com o Consórcio Binacional PYBRA, responsável pela execução do empreendimento, as equipes trabalham na instalação de componentes estruturais e nos acabamentos das duas margens do rio.

As intervenções incluem ajustes nos cabos de sustentação, proteção de peças metálicas e implantação de estruturas de segurança nos acessos. A construção segue com atividades simultâneas no Brasil e no Paraguai.

No lado brasileiro, os trabalhos incluem a instalação de plataformas que permitem ajustar a tensão dos estais, cabos responsáveis por sustentar o tabuleiro da ponte a partir dos mastros. Também são executados serviços em componentes ligados ao sistema de sustentação da estrutura.

No vão central, por exemplo, equipes injetam argamassa nas bainhas de protensão, procedimento utilizado para proteger os elementos de aço. Outra intervenção envolve a instalação de um tubo telescópico junto ao pilar P14.

Na margem paraguaia, os serviços se concentram em acabamentos de concreto, montagem de estruturas auxiliares e instalação de conduítes elétricos sob a ciclovia do viaduto de acesso. As equipes também retiram andaimes e preparam os locais onde serão instalados os guarda-corpos para proteger pedestres na rampa de acesso rodoviário.

Essas etapas fazem parte da conclusão dos elementos estruturais e dos dispositivos de segurança necessários para a utilização da ponte. A previsão informada para a conclusão do empreendimento é 2027.

A principal expectativa em torno da ponte está na possibilidade de tornar o transporte internacional de cargas mais rápido e diversificar os caminhos utilizados para exportações. Com a integração rodoviária entre os quatro países, mercadorias brasileiras poderão seguir por terra até os portos chilenos, voltados para o Oceano Pacífico.

A estimativa de redução de até 14 dias no transporte até a Ásia está relacionada à possibilidade de encurtar o percurso logístico em determinadas operações. O tempo efetivo, porém, dependerá de fatores como a origem da carga, o destino final, as condições das estradas, os procedimentos de fronteira e a movimentação nos terminais portuários.

A nova ligação também poderá ampliar as opções de transporte para produtores e empresas que buscam acessar mercados internacionais. A proposta é diminuir a dependência de rotas tradicionais e oferecer uma alternativa para o deslocamento de mercadorias entre a América do Sul e outros continentes.

Além do potencial para o comércio exterior, a implantação do corredor pode favorecer atividades econômicas nas regiões atravessadas pela rota, especialmente em áreas do Paraguai que deverão receber maior circulação de veículos, serviços de transporte e operações comerciais. O investimento previsto para a construção da Ponte Bioceânica é de US$ 103 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 520 milhões, conforme informações da assessoria do consórcio responsável pela obra.

A execução está sob responsabilidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, com trabalhos realizados pelo Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil S.A., Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda. Yasmin Rech é jornalista em formação, integrante da equipe do ND Mais na redação de Joinville.

Acompanha temas factuais da região Norte de Santa Catarina, como segurança, cidadania e infraestrutura, cobrindo cidades como Joinville, São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul. Estudante da Faculdade Ielusc (Instituto Superior e Centro Educacional Luterano), atua no Jornalismo desde 2024 e escreve reportagens que contextualizam desafios locais, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, gestão pública e segurança.

Acompanha as notícias da política catarinense e participa da cobertura das Eleições 2026 no ND Mais. Leia mais ▾

Publicação Original ND Mais ndmais.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →