O governador do Alasca, Mike Dunleavy, ordenou nesta quinta-feira, 29, uma investigação estadual sobre denúncias de que democratas estariam recrutando candidatos para desviar votos na disputa pelo Senado dos Estados Unidos. A medida pode complicar a disputa pelo Congresso americano nas chamadas midterms, eleições de meio de mandato, marcadas para a próxima terça-feira, 3.
A disputa no Alasca é uma das cerca de dez corridas acirradas que definirão qual partido — Democrata ou Republicano — terá a maioria dos senadores após o pleito. Hoje, os republicanos controlam o Senado com 53 assentos contra 47.
Como os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras, uma disputa judicial depois das eleições no estado pode deixar o resultado indefinido por semanas. O caso
A queixa foi motivada por uma reportagem do jornal The New York Times, que revelou que assessores da candidata democrata ao Senado, Mary Peltola, trabalharam com advogados de campanha e membros do Comitê de Campanha Senatorial Democrata (DSCC) para recrutar dois candidatos que pudessem desviar votos do senador republicano, Dan Sullivan, porque supostamente teriam o mesmo nome que ele.
A ex-chefe de campanha de Peltola, Elisa Rios, afirmou que a candidata tinha ciência da estratégia, embora a candidata e o DSCC tenham negado qualquer irregularidade. O caso atraiu denúncias duras de lideranças republicanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ser injusto permitir que Peltola continue na disputa e pressionou o Departamento de Justiça a ingressar com ação judicial para impedir sua posse caso ela seja eleita. Já o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Mike Johnson, acusou o Partido Democrata de tentar confundir os eleitores com “táticas insanas”.
Continua após a publicidade “Esperamos que isso não confunda os eleitores, mas foi exatamente isso que os democratas tentaram fazer aqui.
E eles foram pegos em flagrante”, disse Johnson à emissora Fox News. + Como a desinformação gerada pela IA se infiltrou nas eleições legislativas dos EUA
Continua após a publicidade A senadora republicana pelo Alasca, Lisa Murkowski, cuja cadeira não está em disputa, afirmou que o episódio reflete um padrão de mentiras e uma cultura de engano.
“Recrutar candidatos para manipular o cenário e influenciar os resultados das votações é simplesmente errado. Os cidadãos do Alasca merecem a verdade honesta de Mary e de sua campanha”, publicou em seu perfil no X, antigo Twitter.
Disputas decisivas Com o controle do Senado em jogo, os principais nomes de ambos os partidos embarcaram em um périplo para realizar comícios pelo país.
O ex-presidente Barack Obama e a ex-vice-presidente Kamala Harris participam de atos democratas, enquanto Trump aparece nos comícios republicanos. Na Carolina do Sul, o mandatário americano programou um ato na cidade Rock Hill para apoiar a senadora Darline Graham, que enfrenta uma disputa acirrada contra a democrata Annie Andrews.
Darline é irmã do recém falecido senador Lindsey Graham, popular por ser um intermediário entre os líderes republicanos do Senado e da Casa Branca. Continua após a publicidade
+ Trump diz que investirá mais de R$ 2 bi no Partido Republicano até eleições Porém, pesquisas de opinião apontam que tropeços na campanha de Darline prejudicaram sua fama entre os eleitores.
Em resposta às críticas, Graham disse não ser uma política de carreira e não falar “a língua dos políticos”. Continua após a publicidade
Andrews, por sua vez, recebeu o apoio de dois ex-governadores do estado, o republicano David Beasley e o democrata Jim Hodges. Pesquisas recentes indicam que os democratas também estão competitivos em estados tradicionalmente conservadores como Iowa, Kansas, Ohio e Texas.
Após a passagem pela Carolina do Sul, a agenda de campanha de Trump prevê comícios na Flórida, no Kansas e em Iowa. Publicidade
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