'Notícias falsas', diz presidente do parlamento iraniano sobre acordo com os EUA
Nesta segunda-feira (23), o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, negou que haja tratativas em curso com os EUA e classificou as declarações como 'notícias falsas'.
O ministro afirmou ainda que fala de Trump foi estratégia para baixar os preços do petróleo, que realmente caíram significantemente após a fala.
Declaração veio após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que o Irã gostaria 'muito de fechar um acordo'.
'Eles ligaram, eu não liguei. Eles querem fechar um acordo, e nós estamos muito dispostos a fechar um acordo', destacando ainda que os iranianos concordaram em não ter armas nucleares.
Falando com repórteres em Palm Beach, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo americano está mantendo conversas com as pessoas que 'parecem' estar no comando do Irã.
Ele comentou que o líder supremo Mujtaba Khamenei não é uma delas e que não está claro se ele esta vivo.
'Temos um acordo com o Irã em praticamente todos os pontos fundamentais. Não sei onde está o Líder Supremo, mas não quero que ele seja morto', declarou.
Trump afirma que um acordo para acabar com o enriquecimento de urânio seria uma grande oportunidade para o Irã se reconstruir, além de ser um bom negócio para Israel e os EUA. Apesar disso, ele deixou claro que os americanos seguirão 'bombardeando' caso as negociações não avancem.
Trump diz que Irã 'quer fechar acordo' e que conversará com representantes do país ainda hoje
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23/3) que o Irã demonstra forte interesse em fechar um acordo e que uma conversa por telefone com representantes iranianos deve ocorrer ainda hoje.
'Nós também gostaríamos de fazer um acordo', declarou a jornalistas antes de embarcar no Air Force One, em Palm Beach, na Flórida. Segundo ele, 'Temos uma chance muito séria de um acordo', mas ponderou: 'isso não garante nada; não estou garantindo nada'.
Trump também disse que os dois países discutem cerca de 15 pontos para encerrar o conflito, destacando que a renúncia do Irã às armas nucleares aparece como prioridade absoluta, 'número um, dois e três'.
O presidente americano indicou ainda que Teerã poderia aceitar abandonar o desenvolvimento de um programa nuclear militar em troca de paz. Ao comentar o cenário de tensão, afirmou:
'Amanhã de manhã, em algum horário deles, esperávamos explodir suas maiores usinas de geração de energia elétrica, que custaram mais de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) para construir'. E completou: 'Era uma usina muito boa, não havia falta de dinheiro. Um tiro e ela se vai. Desaba. Por que eles iriam querer isso?'.
Na noite de sábado (21/3), o presidente dos Estados Unidos afirmou que, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto 'sem ameaças' em até 48 horas, o país poderia atacar e destruir usinas de energia do Irã. Em resposta, Teerã disse que reagiria com uma escalada de violência a qualquer ofensiva americana.
Segundo Donald Trump, após o ultimato, autoridades iranianas entraram em contato para negociar um possível acordo. Diante disso, ele recuou e decidiu suspender, por cinco dias, qualquer ação militar contra instalações iranianas.
