Nos EUA com marido foragido, mulher de Ramagem pede licença médica de cargo de procuradora de Roraima

 

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Mulher do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL), a procuradora do estado de Roraima Rebeca Ramagem solicitou uma licença médica de 60 dias do trabalho, a serem contados a partir do dia 22 de dezembro. Rebeca deixou o Brasil em novembro e passou a residir em Miami, nos Estados Unidos, onde o marido foragido se encontra. Em dezembro, ela teve as contas bancárias bloqueadas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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Segundo o governo de Roraima, o atestado foi recebido pelo Departamento de Recursos Humanos em 24 de dezembro e encaminhado à Divisão de Perícia Médica e Segurança do Trabalho da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração.

Rebeca Ramagem se encontrava de férias desde que deixou o país, tendo feito sucessivos pedidos para aumentar o período de folga, que durou até o dia 19 de dezembro. O judiciário se encontrava de recesso até o dia 6 de janeiro.

Procurada, a advogada de Rebeca Ramagem, Carolina Siebra, confirmou o pedido de licença médica, mas não forneceu mais detalhes.

Em dezembro, Rebeca Ramagem solicitou ao STF o desbloqueio de suas contas bancárias. O mandado de segurança foi distribuído ao ministro André Mendonça. Nele, a advogada argumenta que Rebeca foi surpreendida no dia 12 de dezembro com o bloqueio das contas bancárias, o que a deixou incapaz de receber salário. Isso teria gerado uma situação de "insegurança alimentar" já que ela é responsável pelo sustento de duas filhas menores de 14 e 7 anos.

"Não houve qualquer notificação acerca do bloqueio, e a impetrante nunca foi intimada, citada ou notificada de qualquer processo, cível ou criminal, que corra perante o STF em seu desfavor", diz a ação. Rebeca Ramagem alega que não teve acesso à decisão de Moraes e que o processo no qual ela se deu está sob sigilo.

Também em dezembro, Rebeca Ramagem publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirma ter acionado as seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima, Distrito Federal e Rio de Janeiro sobre a sua situação. Ela alega estar tendo suas prerrogativas profissionais violadas e pede apoio institucional.

— Ontem protocolei três requerimentos formais junto às três seccionais da OAB as quais pertenço clamando por apoio institucional em virtude da situação arbitrária de bloqueio das minhas contas e do meu salário funcional — diz Rebeca Ramagem no vídeo — Quando um advogado é impedido de exercer a sua profissão e tem seus meios de sobrevivência suprimidos toda a advocacia é atingida.

Rebeca entrou na carreira em março de 2015. Desde 2020, ela está lotada na Coordenadoria da PGE-RR em Brasília, atuando em nome de Roraima em ações que correm nos tribunais superiores. O órgão disse em nota que ela seguiu regularmente em suas funções até o dia 14 de novembro, uma sexta-feira. Na segunda-feira, dia 17, ela começou o período de férias.