A Noruega respondeu com ironia ao comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o país escandinavo como um "país de merda" durante um comício eleitoral em Michigan, no domingo (25). Em uma publicação nas redes sociais, o órgão oficial de promoção turística norueguês aproveitou a declaração para exaltar os banheiros públicos do país, descritos como alguns dos "mais bonitos do mundo".
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"Ouvimos muito sobre o 'país de m***a'", escreveu o Visit Norway no Facebook. Em seguida, apresentou uma seleção de banheiros públicos noruegueses, destacando o design das instalações e as paisagens que podem ser contempladas a partir delas, incluindo fiordes e rios.
— Bem, o que podemos dizer é que, de fato, temos alguns dos banheiros mais espetaculares do mundo — acrescentou o órgão, recorrendo ao tom bem-humorado para responder à provocação do presidente americano. O que Trump disse
O presidente americano afirmou que o país havia se tornado uma "porcaria" e, em seguida, usou a expressão "país de merda" para se referir à nação escandinava. A declaração ocorre poucas semanas depois de Trump não ter sido escolhido para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2026, distinção que ele já afirmou desejar.
O prêmio é concedido na Noruega por um comitê independente. Donald Trump fala à imprensa após desembarcar do Air Force One na Base Conjunta Andrews, em Maryland
KENT NISHIMURA / AFP O Nobel da Paz deste ano foi entregue à sul-africana Navanethem Pillay, de 85 anos, por sua trajetória como jurista e por seu trabalho no combate a graves violações de direitos humanos em diferentes partes do mundo.
Comitê Nobel é independente De forma mais sóbria, o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, respondeu às declarações de Trump lembrando que o Comitê Nobel responsável pela escolha do vencedor é independente do governo norueguês.
Segundo Eide, o presidente americano "sabe muito bem" que o governo da Noruega não controla a escolha do vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Pillay, vencedora de 2026, foi uma jovem advogada de origem indiana na África do Sul durante o apartheid e se tornou, em 1995, a primeira mulher nomeada para a Alta Corte do país.
Ela também atuou por oito anos no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, quatro deles como presidente, entre 1999 e 2003.
O Globo