Noivas apostam em tratamento nas mãos antes do casamento; entenda a tendência

 

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Maio marca o início de uma das temporadas mais simbólicas do calendário de casamentos e, com ela, uma mudança perceptível na forma como a preparação estética é pensada. Se por muito tempo o foco esteve concentrado no vestido e no rosto, hoje a atenção se amplia para detalhes que ganham protagonismo em registros próximos, como as mãos, frequentemente enquadradas em momentos-chave, como a troca de alianças.

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Esse deslocamento acompanha uma transformação mais ampla no olhar sobre beleza, cada vez mais voltado à qualidade da pele e a resultados progressivos. Nesse contexto, os bioestimuladores de colágeno começam a ocupar novos espaços, chegando a áreas que historicamente ficavam fora do centro dos tratamentos.

Segundo Bernardo Magalhães, da Harmonize Gold, essa mudança reflete uma percepção mais integrada do envelhecimento.

"Não adianta tratar apenas rosto e corpo se as mãos continuam revelando sinais de perda de firmeza. O bioestimulador atua justamente na reorganização da pele ao longo do tempo, sem alterar o contorno", explica.

Inicialmente associados a protocolos corporais, especialmente na região dos glúteos, os bioestimuladores passaram a integrar abordagens mais amplas, alcançando mãos, parte interna das coxas, rosto e abdômen. A lógica deixa de ser localizada e passa a considerar o corpo de forma mais uniforme, com foco na textura e na sustentação da pele.

Esse movimento também se reflete no comportamento das pacientes. De acordo com Nívea Bordin Chacur, CEO das clínicas Leger, há um aumento consistente na procura por esse tipo de procedimento ao longo de maio, com crescimento de até 30% na demanda por tratamentos voltados à qualidade da pele, especialmente em áreas expostas.

"Existe uma mudança clara de prioridade, com pacientes buscando resultados mais naturais e integrados, e as mãos entram nesse processo de forma quase inevitável", afirma.

Para Paula Periquito, a tendência aponta para uma transformação mais profunda no consumo de estética. "O foco deixou de ser apenas volume e passou a ser qualidade de pele, o que redefine a forma como os tratamentos são planejados, respeitando o tempo do corpo e a individualidade de cada paciente", conclui a dermatologista.