No primeiro programa da propaganda eleitoral gratuita da campanha do Rio Grande do Sul, Zucco (PL) contou sua trajetória no Exército, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas não Flávio Bolsonaro (PL) e falou em “devolver o orgulho gaúcho”.
Juliana Brizola (PDT), por sua vez, explorou as enchentes ocorridas em 2024, criticou uma “política de guerra” e focou em educação e saúde.
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Já o vice-governor Gabriel Souza (MDB) ressaltou o legado de Eduardo Leite (PSD), mas o mandatário não apareceu em sua propaganda, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) mencionou que seu espaço na televisão era curto e convidou os eleitores a segui-lo nas redes.
Com o maior tempo de televisão, Zucco começou o programa televisivo em uma área aberta, e conta que trabalhou no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
– Trabalhei na proteção a cinco presidentes, uma função de Estado, não de governo.
Independente da minha ideologia, honro meu dever e é com a mesma dedicação, cuidado e competência com que cuidei da vida dos presidentes que vou cuidar da vida dos gaúchos e do nosso Rio Grande — diz.
Em seguida, uma apresentadora fala de sua trajetória profissional no Exército, menciona que ele participou da retomada do Complexo do Alemão, em 2010, e que foi Bolsonaro quem o convidou para entrar para a política, se elegendo deputado estadual e federal.
Zucco afirma que não é fruto da política, evitou fazer críticas ao governo atual – diz “reconhecer que o estado teve alguns avanços nos últimos anos, mas que não foi suficiente” — e falou que quer ser governador “para trazer de volta a prosperidade e protagonismo do Rio Grande do Sul, deixar um legado que devolva o orgulho de ser gaúcho”.
Ao fim, o programa exible o jingle que prega mais emprego, estradas, saúde, prosperidade ao agronegócio, segurança e tradição.
Em seguida, o programa de Juliana Brizola começou com depoimentos de pessoas que perderam suas casas e bens nas enchentes de 2024 no estado, e com a pergunta “tu acha que o nosso povo tem a vida que ele merece?”.
Mirando seu principal adversário, Zucco, a pedetista diz que “quem se apresenta como solução só vê um lado” e pratica uma “política de guerra”.
Diferentemente do candidato do PL, Juliana não mencionou o presidente Lula (PT), que apoia sua candidatura e cujo partido indicou seu vice, Edegar Pretto (PT).
— Nosso estado já foi grande de verdade, referência na saúde, economia e educação.
Hoje, a gente tem uma série de governos que até tentam, mas não conseguem entregar o que o povo merece.
E quem se apresenta como solução tenta parecer moderado quando todo mundo sabe que só vê um lado, e que todos os outros são inimigos.
Uma política da guerra, que só traz destruição.
E nosso povo não merece ver mais destruição — fala, seguida de uma locutora que ressalta sua trajetória política como deputada estadual do RS.
Com menos de um minuto de tempo de televisão, Maranata falou brevemente de sua trajetória como ex-prefeito de Guaíba, e brincou com o pouco tempo de exposição na tela em comparação com seus adversários.
— Competência e coragem eu tenho de sobra, só não tenho o tempo de propaganda que eles têm.
Te espero no meu Instagram — falou.
O quarto e último programa foi de Gabriel de Souza (MDB), atual vice-governador.
Diferentemente dos outros candidatos, que aparecem em cenários ao ar livre, ele e seu vice, Ernani Polo (PSD) aparecem sentados em uma sala, como se tivessem sendo entrevistados.
Na tentativa de se tornarem mais conhecidos para o eleitor, os dois se apresentam com nome, idade e cidades de nascimento, e se alternam nas falas: Gabriel fala que quer “resolver problemas”, e os dois mencionam as gestões de Eduardo Leite.
— Fomos o estado que mais crescemos no Ideb, somos o estado que quebramos recorde de quebra de criminalidade, que está fazendo mais de 200 obras do Plano Rio Grande para resiliência climática, criamos o SUS gaúcho.
Agora é hora de avançar ainda mais, a gente tem que garantir o que já conseguiu avançar e conquistar novos avanços, eu quero ser o governador para que a gente possa ter um novo jeito de seguir em frente — falou.
Pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (24) mostrou que Zucco e Juliana seguem concentrando as principais intenções de voto, e estão tecnicamente empatados.
O levantamento também mostrou que o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece abaixo dos adversários da esquerda e da direita, dificultando a sucessão do atual governador Eduardo Leite.
O bolsonarista marcou 26%, enquanto a pedetista aparece agora com 23%.
Como a margem de erro é de três pontos percentuais, há empate no limite da margem de erro.
Já Gabriel Souza aparece com 9% das intenções de voto.
Senado
As peças publicitária dos candidatos ao Senado tiveram um tom mais nacionalizado.
Na esquerda, Manuela D'Ávila (PSOL) contou sua trajetória como vereadora de Porto Alegre e como deputada federal, e lembrou das ameaças que sofreu em 2022:
— Mas eu voltei, e voltei mais forte e preparada para enfrentar esses covardes que tentam matar e calar as mulheres, eu vou lutar no Senado por mim, pela minha filha e por todas nós — falou na propaganda.
Paulo Pimenta (PT), também candidato ao Senado na chapa de Juliana, disse que vai "lutar pelos gaúchos", disse conhecer bem o estado" e também ter força em Brasília.
— Fui ministro, e conheço os caminhos, vou trabalhar com o diálogo e com a confiança do presidente Lula — diz ele, seguido de um vídeo ao lado do presidente da República.
Sanderson (PL) focou em críticas ao PT, mencionando pautas federais como a "alta nos preços dos alimentos, a corrupção e o crime".
— Um terço dos brasileiros mora em territórios dominados pelo crime, por isso essas eleições ao Senado são fundamentais.
Precisamos suspender a Reforma Tributária do Lula que vai arruinar de vez a economia dos brasileiros — disparou o candidato no vídeo.
