No que prestar atenção nos desfiles de Beija-Flor, Viradouro, Tijuca e Mocidade nesta segunda-feira

 

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A segunda noite de desfiles do Grupo Especial começa com a sintonia entre rock e samba, num desfile sobre a cantora Rita Lee, feito pela Mocidade Independente de Padre Miguel. Em seguida, é a vez da campeã Beija-Flor de Nilópolis, que foi a Santo Amaro da Purificação para contar o que é o Bembé do Mercado, nosso maior candomblé de rua. Da Bahia, o público viaja para o bairro carioca do Estácio, para reverenciar o Ciça: a Viradouro tem como enredo seu próprio mestre de bateria, que irá reger os ritmistas durante o desfile sobre ele. Quem encerra a noite é a Unidos da Tijuca, com a literatura e os outros talentos artísticos de Carolina Maria de Jesus. Confira abaixo destaques das apresentações.

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Mocidade vai 'ritaleezar'

"Rita Lee, a padroeira da liberdade" é o enredo da Mocidade para 2026, com desfile assinado pelo mago carnavalesco Renato Lage. Ícone do rock, a cantora morreu em 2023, aos 75 anos, e terá sua trajetória musical contada na Avenida, assim como sua vida pessoal, como a sua prisão durante a ditadura no Brasil.

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A atriz Mel Lisboa interpretará Rita Lee na Sapucaí;

O viúvo da cantora, Roberto de Carvalho, também participará do desfile;

Já a bateria, regida pelo Mestre Dudu, fará pelo menos duas bossas para enaltecer hits que marcaram a carreira de Rita.

Atriz Mel Lisboa, que dá vida a Rita Lee no teatro, durante visita ao barracão da Mocidade no início do mês

Leo Martins / Agência O Globo

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Beija-Flor fará Sapucaí virar Bembé

O maior candomblé de rua do Brasil, o Bembé do Mercado, que reúne 60 terreiros de candomblé, inspira o enredo da Beija-Flor, atual campeã do carnaval. No primeiro desfile sem Neguinho da Beija-Flor puxando o samba, após sua aposentadoria do carro de som, a escola promete — como diz a canção que embalará sua passagem pela Avenida — fazer a passarela do samba "virar macumba".

Como Santo Amaro é terra de Caetano Veloso, Dona Canô, Maria Bethânia e Tia Ciata, esses personagens serão representados no desfile;

Partes da festa, como manifestações folclóricas e a Igreja de Nossa Senhora da Purificação, contornada durante os cortejos, também serão lembradas;

A lavagem da Avenida, como acontece no Bembé, também é esperada no desfile;

Um dos carros terá mais de 50 atabaques cenográficos;

Oxum e Iemanjá, protagonistas da festa, serão representadas na Sapucaí, ao lado de outros orixás;

Segundo o carnavalesco João Vitor Araújo, a escola estará "bem clara”, com o azul e o branco como cores predominantes, assim como na bandeira da agremiação.

Guia das escolas de samba: carro alegórico da Beija-Flor de Nilópolis, que desfila com enredo sobre o Bembé do Mercado

Guito Moreto / Agência O Globo

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Viradouro homenageia seu mestre, com reedição da bateria em carro

Guia das escolas de samba: carro alegórico da Viradouro para desfile sobre o Mestre Ciça

Guito Moreto / Agência O Globo

Para os protagonistas da folia, um desfile sobre uma de suas maiores referências promete ser memorável. E é o que promete a Unidos do Viradouro, que, com o enredo "Pra cima, Ciça!", homenageia seu mestre de bateria. Além de principal nome do desfile, Ciça também seguirá liderando seus ritmistas. Confira destaques da apresentação:

A bateria desfilará sobre um carro alegórico, numa releitura do que fizeram Ciça e a Viradouro em 2007;

Juliana Paes reassume o posto de rainha de bateria;

Erika Januza, rainha até o último carnaval, será destaque de carro alegórico;

Outra rainha que marcou época e fez parte da carreira de Ciça, a modelo Luma de Oliveira, será lembrada em uma ala com 60 “Lumas”, formada por mulheres da comunidade;

Haverá ainda referências a ex-escolas de Ciça: Estácio, União da Ilha, Grande Rio e Unidos da Tijuca;

O Vasco, time de coração do homenageado, será lembrado — ele comandou a bateria da Tijuca em 1998, quando o clube foi enredo —, assim como o rival Flamengo, tema da Estácio em 1995, mais um desfile no currículo de Ciça;

Uma equipe de saúde foi contratada para acompanhar Ciça.


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As Carolinas da Unidos da Tijuca

Autora do clássico livro “Quarto de despejo”, Carolina Maria de Jesus é a protagonista da Unidos da Tijuca. A escritora será retratada, pela escola do Borel, como uma multiartista responsável por discos gravados e poemas, por exemplo. Para o carnavalesco Edson Pereira, a apresentação causará uma sensação de reconhecimento a tantas Carolinas que irão se identificar com as situações vividas pela homenageada.

Pelo menos 18 personalidades negras e intelectuais, como a também escritora Conceição Evaristo, a professora Fernanda Felisberto e a jornalista Flávia Oliveira, estarão no desfile;

A filha de Carolina, Vera Eunice, virá no último carro da Tijuca;

Um dos carros da escola foi feito a partir de papelões e material alternativo reciclado, descartado pelo próprio carnaval;

Além da comunidade do Canindé, em São Paulo, onde escreveu seu livro mais famoso, sua cidade natal, Sacramento (MG), também será lembrada na Avenida.

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