No Planalto, advogado pede ao diretor-geral da PF investigação sobre vazamento de apuração que envolve Lulinha
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que já atuou em casos para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que instaure um procedimento para apurar vazamentos, por parte de integrantes da PF, de informações sobre apurações que envolvam o filho do presidente Lula.
O pedido foi feito pessoalmente por Carvalho ao diretor-geral da PF, no Palácio do Planalto, durante a cerimônia realizada pelo governo Lula para celebrar os três anos desde os ataques golpistas do 8 de janeiro. Carvalho é também amigo de Lula e da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, além de ser membro do grupo Prerrogativas, que reúne advogados garantistas.
A conversa entre o advogado e Andrei Rodrigues foi flagrada pelo SBT News. Ao GLOBO, Marco Aurélio confirmou o pedido a Rodrigues. Ele elogiou a gestão da Polícia Federal, disse que não acredita que a corporação promova perseguição política.
— A Polícia Federal tem feito um trabalho irrepreensível em regra, em qualquer aspecto, mas toda regra tem exceção e é o caso que envolve o filho do presidente Lula, e tem que ser tratada como tal. Nós pedimos que ele instaure procedimento apuratório para poder averiguar as circunstâncias desse vazamento ilegal e criminoso que tenta, mais uma vez, atingir a honra do filho do presidente com fins políticos e eleitorais — disse Carvalho.
Ainda de acordo com o advogado, Andrei Rodrigues teria pedido que lhe fossem encaminhadas informações sobre os supostos vazamentos para eventual apuração. Procurado, Andrei não se manifestou.
A PF já informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva realizadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO, a PF diz que o filho de Lula "em tese, poderia atuar como sócio oculto" do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS", apontado como o pivô do esquema.
Carvalho, que é amigo de Lulinha e o defendeu em outros processos, disse que as suspeitas são "mentirosas" e que ele nunca teve nenhum tipo de relação ou negócios com o careca do INSS. Lulinha ainda não constituiu oficialmente nenhum defensor.
