No frenesi da IA, venda de títulos em dólar da Alphabet atrai mais de US$ 100 bi em demanda
A Alphabet atraiu mais de US$ 100 bilhões em ordens para uma emissão de títulos que deve totalizar cerca de US$ 15 bilhões, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto. A demanda está entre as mais fortes já vistas para uma oferta de títulos corporativos, evidenciando o apetite dos investidores por comprar dívida ligada ao boom da inteligência artificial.
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Espera-se que grandes companhias de computação em nuvem, conhecidas como hyperscalers, gastem mais de US$ 650 bilhões neste ano para expandir a infraestrutura de IA. Desde o ano passado, o grupo tem inundado o mercado com dívida, que até agora vem sendo avidamente absorvida pelos investidores, embora cresçam as preocupações de que o gasto excessivo com IA possa estar alimentando uma bolha.
Na semana passada, a Oracle levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos que atraiu um recorde de US$ 129 bilhões em pedidos no pico da demanda.
A controladora do Google está vendendo títulos de dívida em até sete tranches, segundo as fontes, que pediram para não ser identificadas. As discussões iniciais de preço para a parte mais longa da operação — um título com vencimento em 2066 — apontam para um prêmio de cerca de 1,2 ponto percentual acima dos títulos do Tesouro dos EUA, acrescentaram.
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Além da oferta de títulos em dólares nos Estados Unidos, a empresa designou bancos para potenciais emissões de dívida em francos suíços e libras esterlinas, incluindo um raro título com prazo de 100 anos, de acordo com outras pessoas com conhecimento do assunto.
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Procurada pela reportagem, a Alphabet não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O JPMorgan Chase, que está ajudando a coordenar a venda dos títulos em dólares nos EUA, recusou-se a comentar. O Goldman Sachs e o Bank of America, que também participam da operação, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A Alphabet informou na semana passada que pretende gastar até US$ 185 bilhões neste ano, superando amplamente as previsões. A empresa também divulgou resultados do quarto trimestre que ficaram acima da média das estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg.
A empresa de tecnologia acessou pela última vez o mercado de títulos dos EUA em novembro, quando levantou US$ 17,5 bilhões em uma operação que atraiu cerca de US$ 90 bilhões em pedidos. Na ocasião, a companhia também vendeu € 6,5 bilhões em títulos na Europa.
Os gastos de capital em inteligência artificial, infraestrutura de nuvem e data centers devem atingir, no total, US$ 3 trilhões até 2029, segundo estimativa da Bloomberg Intelligence.
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