Nike admite erro na costura das camisas fabricadas para a Copa do Mundo, diz jornal
A Nike admitiu ao jornal britânico The Guardian que as camisas fabricadas para a Copa do Mundo deste ano possuem um problema de costura. De acordo com a empresa, no entanto, a falha, perceptível na altura dos ombros, não afeta o desempenho esportivo.
Apesar de não ter impacto na performance dos jogadores, a empresa afirmou que não está feliz pela questão estética.
"Durante a recente pausa internacional, observamos um pequeno problema em nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível na área da costura do ombro. O desempenho não é afetado, mas a estética geral não está onde deveria estar", disse a fornecedora em resposta ao jornal britânico.
A fornecedora de material esportivo divulgou os novos uniformes em 23 de março. O lançamento oficial contou com novas peças para 16 seleções, sendo que 12 delas participarão da próxima Copa do Mundo, no Canadá, México e Estados Unidos.
O Brasil, patrocinado pela empresa americana desde 1997, já estreou os novos uniformes nos amistosos contra França e Croácia, realizados nos últimos dias 26 e 31 de março. O segundo uniforme brasileiro, inclusive, é único entre todas as outras seleções patrocinadas: o país foi o primeiro a estampar na camisa a marca Jordan, criada pelo astro do basquete americano — e que também pertence à Nike.
Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Croácia, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Turquia, Uruguai e os Estados Unidos, anfitriões da maior parte dos jogos do Mundial, também receberam kits novos.
Durante a estreia das novas camisas, quem tinha olhos mais atentos percebeu a elevação incomum nos ombros; mais visível em alguns uniformes do que outros. No amistoso entre Brasil e França — com as duas seleções patrocinadas pela fornecedora americana — foi possível perceber o tal "erro de costura".
Douglas Santos, na partida entre Brasil e França, onde as duas seleções estrearam os novos uniformes; erro na costura é perceptível no ombro esquerdo
AFP
'Proeminências' presentes nos ombros do atacante brasileiro Luiz Henrique (dir.) e do lateral francês Malo Gusto (esq.)
AFP
Todos os uniformes utilizam uma nova tecnologia desenvolvida pela fornecedora, chamada "Aero-FIT". Segundo a Nike, a inovação busca melhorar o desempenho dos atletas.
“O [Aero-FIT] utiliza design computacional e um processo altamente especializado de tricô com costura específica para ajudar os atletas a se manterem frescos".
Amistoso entre Inglaterra, realizado em 27 de março; mais um jogo entre duas seleções patrocinadas pela Nike, onde os pequenos 'relevos' nos ombros são perceptíveis
AFP
O Guardian também afirmou que o design das camisas é orientado por dados de desempenho e incorpora elementos de inteligência artificial, utilizados pelos designers da empresa na criação dos produtos.
Ao jornal britânico, a Nike disse prezar pelo alto padrão de seus produtos: "Sempre mantemos os mais altos padrões para nós e nossos produtos, e isso ficou aquém. Estamos trabalhando rapidamente para corrigir isso para jogadores e torcedores, porque cada uniforme deve refletir o cuidado, a precisão e o orgulho que o jogo merece". O Guardian, no entanto, não conseguiu apurar se os uniformes realmente serão redesenhados.
No Brasil, a loja oficial da fornecedora vende os novos uniformes da Copa do Mundo, na versão de "torcedor", por R$449,99. As versões "de jogo", que são idênticas às utilizadas pelos jogadores, saem por R$749,99.
