Único lugar para americanos no Golfo Pérsico é no fundo da água, diz líder supremo do Irã
O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu nesta quinta-feira (30) uma nova declaração pública, de acordo com a mídia estatal do país.
Mojtaba, que não foi visto nem ouvido desde que assumiu o cargo máximo, disse que o único lugar para os americanos no Golfo Pérsico, onde está localizado o Estreito de Ormuz, 'é no fundo de suas águas'.
A declaração foi lida na televisão estatal iraniana. A mensagem foi publicada pela agência de notícias estatal iraniana IRNA em comemoração ao Dia Nacional do Golfo Pérsico, que celebra a expulsão das forças portuguesas do Estreito de Ormuz em 1622.
Autoridades americanas acreditam que o novo líder, filho do anterior, morto em ataques israelenses e americanos em 28 de fevereiro, está gravemente ferido.
Mojtaba afirmou que um 'novo capítulo' surgiu no Estreito de Ormuz em meio ao 'fracasso vergonhoso' dos EUA.
'Hoje, dois meses após a maior campanha e agressão do mundo na região e o vergonhoso fracasso dos Estados Unidos em seu próprio plano, um novo capítulo está surgindo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz' disse.
O líder supremo do Irã ainda afirmou nesta quinta-feira (30) que o futuro da região será livre da presença dos Estados Unidos.
'A presença de forças americanas no Golfo Pérsico é a principal fonte de insegurança'.
O Estreito de Ormuz 'despertou a ganância de muitos demônios nos séculos passados', disse Khamenei, fazendo referência a eventos históricos, incluindo a expulsão das tropas portuguesas em 1622.
Mas desde que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã começou no final de fevereiro, os iranianos 'testemunharam com seus próprios olhos as belas manifestações da firmeza, vigilância e luta corajosa' das forças iranianas.
EUA tentam criar coalização internacional para liberar navegação em Ormuz, diz imprensa americana
Explosão no Estreito de Ormuz.
SEPAH NEWS / AFP
O governo dos Estados Unidos tenta criar uma coalização internacional com diversos país para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal Washington Post através de telegramas do Departamento de Estado americano.
Datado de 28 de abril, na terça, o documento é assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, aprovando a criação da Constructo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês). A iniciativa é da pasta junto com o Pentágono.
'O MFC constitui um primeiro passo crucial para o estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio. Essa estrutura é essencial para garantir a segurança energética a longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais', afirmou o comunicado.
O Departamento de Estado estaria na articulação como centro diplomático entre os países e a indústria naval. Já o Pentágono serviria como coordenação do tráfego marítimo, se comunicando com as embarcações.
As embaixadas dos EUA devem transmitir a nota diplomática oralmente aos países parceiros até 1º de maio, mas não à Rússia, China, Bielorrússia, Cuba e 'outros adversários dos EUA', dizia o telegrama.
A participação poderá assumir a forma de diplomacia, partilha de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio, afirmou o texto ainda.
'Acolhemos com satisfação todos os níveis de envolvimento e não esperamos que o seu país transfira ativos e recursos navais de estruturas e organizações marítimas regionais já existentes', dizia o telegrama.
O tráfego marítimo pelo estreito, que antes transportava um quinto do petróleo e gás do mundo, diminuiu drasticamente desde que os EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro e Teerã bloqueou a via navegável.
