Nick Adams, o influenciador 'macho-alfa' do Maga, é nomeado para vender a marca e os valores de Trump

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou o influenciador conservador Nick Adams, que se autodenomina como 'o macho-alfa', para um cargo voltado à promoção internacional da imagem e dos valores americanos.

Aliado fiel do movimento “Make America Great Again” (MAGA), Adams ganhou notoriedade nas redes sociais por discursos alinhados ao trumpismo e por declarações polêmicas. Ele já afirmou que pretende “lembrar ao mundo que os EUA valem mais do que a soma de suas conquistas” e disse que sua missão é “reacender o amor pela América” dentro e fora do país.

Aos 41 anos, Adams nasceu na Austrália, foi vice-prefeito de Sydney e se tornou cidadão americano em 2021. Ele assume a função de enviado presidencial especial para turismo, excepcionalismo e valores dos EUA.

A escolha ocorre em um momento de desgaste da imagem dos Estados Unidos no exterior. Levantamento do Pew Research Center indica queda na popularidade do país em 15 dos 25 países analisados desde o retorno de Trump à Casa Branca.

Autor do livro “Alpha Kings”, cujo prefácio foi escrito por Trump, Adams costuma adotar uma retórica que exalta masculinidade tradicional e papéis de gênero, o que já gerou críticas por teor misógino e antifeminista.

A nomeação também ocorre após uma tentativa frustrada de inseri-lo na diplomacia tradicional. Em julho do ano passado, Trump indicou Adams para o cargo de embaixador na Malásia, país de maioria muçulmana. A indicação provocou protestos após a repercussão de declarações consideradas islamofóbicas. Sem aprovação do Senado, o nome foi retirado em janeiro.

Nick Adams, o influenciador 'macho-alfa' do Maga, é nomeado para vender a marca e os valores de Trump

Reprodução/Redes Sociais

Mesmo após o revés, Adams manteve proximidade com o presidente e agora assume uma função voltada à projeção da narrativa política do governo. Em declarações recentes, afirmou que atuará como um “porta-voz incansável da grandeza americana”.

A tarefa ocorre em um contexto delicado para a política externa dos EUA, marcado por críticas internacionais e por desafios à imagem do país no cenário global.