Única carnavalesca da Sapucaí, Annik Salmon se despede do Arranco do Engenho de Dentro
A única mulher a ocupar o posto de carnavalesca na Marquês de Sapucaí no carnaval 2026, Annik Salmon, se despediu do Arranco do Engenho de Dentro após apuração das escolas da Série Ouro. O comunicado foi realizado em suas redes sociais, onde agradeceu à comunidade e destacou o protagonismo feminino na agremiação. Sua saída ocorreu após dois carnavais na azul e branco.
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À frente do enredo "A gargalhada é o Xamego da vida!", apresentado em 2026, Annik levou para a Avenida uma exaltação a Maria Eliza Alves dos Reis, mulher que enfrentou o racismo e o machismo e brilhou como palhaço no Circo Teatro Guarany. O desfile apostou em leveza, cores vibrantes e teve um samba marcado pelo tom festivo.
No texto de despedida, a carnavalesco relembrou ainda o trabalho desenvolvido no ano passado, quando a escola cantou "as Mulheres do Brasil" no enredo "Mães que Alimentam o Sagrado". Segundo ela, o Arranco é um "terreiro de mulheres fortes e guerreiras" e afirmou que vai embora da escola com a mesma alegria que marcou sua chegada.
“Sigo em busca de novos desafios, aberta para novas oportunidades, na esperança de que o Arranco do qual fiz parte seja inspiração para mais e mais mulheres em destaque no carnaval”, escreveu.
A artista agradeceu nominalmente integrantes da diretoria, profissionais da escola, parceiros de criação e familiares, além de ressaltar o projeto de oficinas desenvolvido durante sua passagem pela agremiação.
Em um cenário de mudanças, a despedida de Annik Salmon chama atenção não apenas pelo impacto artístico, mas também pela representatividade. Em um universo ainda majoritariamente masculino, sua trajetória como única carnavalesca da Sapucaí reforça o debate sobre a presença feminina nos postos de criação do maior espetáculo da Terra.
Dança das cadeiras
A saída de Annik ocorre em meio a uma movimentação intensa nos bastidores do carnaval carioca. Antes mesmo da apuração da Série Ouro, a Acadêmicos de Vigário Geral anunciou o desligamento dos carnavalescos Caio Cidrini e Alex Carvalho, após dois anos de trabalho. Em nota, a escola agradeceu pela “entrega e comprometimento” da dupla.
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No Grupo Especial, a crise também provocou mudanças. Maior campeã do carnaval, com 22 títulos, a Portela terminou o desfile de 2026 na antepenúltima colocação. O resultado, marcado por falhas na evolução e problemas na última alegoria, desencadeou uma série de desligamentos. O carnavalesco André Rodrigues deixou a escola menos de 24 horas após a apresentação. Após a apuração, a azul e branca também anunciou a saída dos coreógrafos da comissão de frente e da comissão de carnaval.
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