Ônibus que tombou na BR-365 não estava superlotado, segundo a Polícia Civil

 

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A Polícia Civil de Minas disse que o ônibus de turismo que tombou na BR-365, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, não estava superlotado. Segundo a instituição, o veículo seguia viagem da Bahia para Minas Gerais com o número de passageiros compatível com a capacidade permitida, conforme documentos verificados. As investigações estão em andamento para definir as causas e circunstâncias do acidente que deixou seis mortos e 44 feridos, na última terça-feira.

A instituição se pronunciou após a divulgação de áudios gravados da passageira Lidiane da Rocha, de 44 anos, que morreu no acidente, sobre pessoas em pé nos corredores por falta de lugares. Na gravação enviada a familiares, a qual o G1 teve acesso, ela relata que o primeiro ônibus estragou três vezes durante o trajeto. Dessa forma, os viajantes foram realocados em um outro ônibus menor e sem lugares para todos.

A Polícia Civil vai analisar os áudios, assim como documentos das empresas de excursão e fretamento do veículo, além de provas periciais e depoimentos de sobreviventes para reconstituir os fatos e determinar as causas da tragédia. Os dois motoristas já foram ouvidos e liberados. Uma verificação inicial indicou que eles não tinham o curso necessário para esse tipo de viagem, conforme a Polícia.

A viagem foi organizada pela China Excursões e Turismo, que, segundo o Ministério do Turismo, não tem cadastro no sistema obrigatório para esse tipo de atividade. Em nota, a empresa lamentou o acidente e se solidarizou com as famílias das vítimas. Afirmou, ainda, que não tem ônibus próprio, que foi feita apenas a venda da excursão e o veículo foi fretado de uma empresa terceirizada. Por fim, a China Turismo disse que esta à disposição das autoridades e que colabora plenamente com as investigações garantindo total transparência.

A RS Agência de Turismo, proprietária do veículo que sofreu o acidente, ainda não se pronunciou. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a empresa e o ônibus estavam regulares, mas a Licença de Viagem não foi emitida, documento obrigatório e que deve ser expedido antes da realização de qualquer fretamento. Essa irregularidade também é apurada.