Neurocirurgião flagrado com giroflex na Avenida Paulista é solto após audiência de custódia
O neurocirurgião Douglas Ramos, 69 anos, foi solto após passar por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (14).
Ele foi detido após ser abordado enquanto dirigia uma Mercedes-Benz com características semelhantes às de uma viatura policial na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na noite de segunda (13).
Segundo informações do boletim de ocorrência, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizavam patrulhamento pela Paulista quando visualizaram o carro de Douglas com o dispositivo luminoso acionado, o que chamou atenção dos guardas.
O motorista utilizava um giroflex de uso proibido e conduzia o veículo em zigue-zague.
No carro, foram localizadas duas armas, uma pistola G19 de 9 mm e um revólver calibre .357.
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que após a audiência foi concedida a liberdade provisória ao médico, mediante o comparecimento mensal em Juízo, a obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara competente, a proibição de ausentar-se da cidade de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação e o pagamento de uma fiança arbitrada em cinco salários mínimos.
Durante a abordagem na segunda, o médico apresentou documentos pessoais e alegou ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas sem apresentar a documentação das armas.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou em nota que além das armas, também foram encontrados munições e um distintivo de assessor parlamentar no veículo.
Segundo o boletim de ocorrência, Douglas se identificou como assessor parlamentar do Deputado Estadual Coronel Telhada e do Capitão Telhadinha, acrescentando ainda que era amigo do Comandante-Geral da Polícia Militar.
Ao ser solicitada sua credencial funcional sobre o distintivo, o médico informou que não a possuía.
O gabinete dos Deputados afirma em nota que Douglas não possui qualquer vínculo com o Coronel Telhada nem com o gabinete do deputado estadual Capitão Telhada e que a informação de que o médico seria assessor parlamentar é falsa.
Afirmam também que serão adotadas as medidas cabíveis para responsabilizar o autor da informação falsa e resguardar a verdade dos fatos.
