Netflix vai demitir 6% do quadro global de funcionários, maior corte desde 2022

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Netflix vai demitir 6% de seu quadro global de funcionários, ou cerca de 1.000 postos de trabalho, no maior corte de pessoal desde 2022. A pioneira do streaming enfrenta forte concorrência pela audiência de rivais tradicionais e do YouTube. A companhia empregava cerca de 16 mil pessoas no final do ano passado, mais da metade delas nos Estados Unidos. Negócio fechado: Lufthansa vence disputa com a AirFrance/KLM e compra quase metade das ações da TAP Dia decisivo: Senado deve votar hoje fim da escala 6x1, trunfo de Lula para dar fôlego a campanha A maior parte dos cortes ocorrerá nas equipes de produtos, tecnologia, jurídico e recursos humanos, escreveram os co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos em um e-mail enviado aos funcionários nesta quarta-feira, segundo uma cópia do comunicado obtida pela Bloomberg.

“Decisões como essas nunca são fáceis, e não as tomamos levianamente”, escreveram os executivos. Eles acrescentaram que o negócio da Netflix está “forte e em crescimento, e continuamos no caminho certo para cumprir nossa previsão para o ano inteiro”. Um representante da Netflix se recusou a fazer comentários adicionais. As ações da Netflix caíam menos de 1% na manhã desta quarta-feira, em Nova York. Os papéis acumulam queda de 25% neste ano, em comparação com a valorização de 13% do índice S&P 500. Netflix: Confira as estreias de filmes e séries em outubro de 2026 no streaming No início deste ano, a Netflix perdeu a disputa pela aquisição da Warner Bros. Após travar uma acirrada disputa pelo controle da empresa com a pioneira do streaming, a Paramount Skydance concluiu no dia 6 deste mês a aquisição da Warner Bros., por US$ 110 bilhões, concretizando uma das maiores fusões da história do setor de mídia. Os investidores interpretaram a tentativa de comprar o estúdio de Hollywood — e garantir seu acervo de personagens e histórias consagrados — como um sinal de fragilidade subjacente.

Em Wall Street, a percepção sobre as ações da empresa se deteriorou diante das crescentes preocupações com o crescimento e do enfraquecimento do engajamento dos assinantes. Vai fazer Enem? Veja 10 filmes e séries que podem ajudar na Redação Analistas também manifestaram preocupação com a falta de grandes sucessos recentes da Netflix, o que pode estar prejudicando a capacidade do serviço de streaming de manter os espectadores. O engajamento cresceu apenas 2% no período mais recente, e a empresa registrou seu menor número de vitórias no Emmy em uma década. A Netflix vem buscando maneiras de incentivar seus 325 milhões de assinantes a passar mais tempo na plataforma e, assim, atrair mais receita publicitária, à medida que o crescimento perde ritmo.

Diante das dificuldades para manter os espectadores acompanhando séries além da primeira temporada, a empresa ampliou sua atuação em esportes e eventos ao vivo, podcasts em vídeo e programas de alguns dos maiores criadores do YouTube, intensificando a concorrência com o serviço de streaming do Google na disputa por talentos e audiência. Na recente conferência Bloomberg Screentime, Sarandos reconheceu que a Netflix não estava crescendo tão rapidamente quanto ele gostaria e afirmou: “Estamos trabalhando para acelerar esse ritmo”. No comunicado, os executivos disseram que a Netflix continuará “investindo agressivamente em áreas de alto impacto para aprimorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação. Para isso, precisamos fazer escolhas criteriosas e direcionadas em toda a empresa”.

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