Netanyahu viajou aos Emirados Árabes para pedir que líder do país negue que avisou a ele sobre ataque do Hamas

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Fonte da notícia: CBN CBN

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu viajou secretamente aos Emirados Árabes Unidos no fim de semana para pedir ao líder do país que negasse as notícias de que teria alertado o primeiro-ministro israelense sobre uma iminente ameaça do Hamas antes do ataque do grupo terrorista palestino ao sul de Israel, previsto para 7 de outubro de 2023. O primeiro-ministro realizou nesse domingo (28) uma reunião de uma hora com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, de acordo com duas pessoas que foram informadas sobre a viagem de Netanyahu, que foi noticiada primeiramente pelo Canal 12 da televisão israelense. Uma pessoa familiarizada com o assunto diz que as conversas se concentraram em uma reportagem publicada pelo jornal israelense Haaretz no início deste mês, que afirmava que o líder dos Emirados Árabes Unidos havia alertado Netanyahu sobre um iminente ataque do Hamas pouco antes do massacre de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra. Segundo uma pessoa que alegou ter informações de primeira mão sobre o encontro, Netanyahu pediu ao xeque Mohammed bin Zayed que negasse a reportagem. O gabinete de Netanyahu já havia negado a reportagem do Haaretz. A pessoa, juntamente com um funcionário regional informado sobre a reunião, falou sob condição de anonimato para discutir a viagem secreta. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos se recusou a comentar as notícias sobre o encontro. No entanto, afirma manter 'canais de comunicação abertos e diretos' com Israel e compartilhar 'todas as informações relevantes'. Ataques de Israel em Gaza EYAD BABA / AFP Além disso, no fim de semana, surgiu a notícia que o chefe da inteligência egípcia, Abbas Kamel, telefonou para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu dias antes da ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023 para transmitir um novo aviso e relatar indícios de um ataque iminente vindo de Gaza, após dois alertas egípcios anteriores terem sido ignorados. A notícia, do Wall Street Journal, foi amplamente divulgada na imprensa israelense. O aviso final veio no início de outubro, quando Kamel ligou diretamente para o gabinete de Netanyahu. Uma fonte relatou que o Egito continuou a emitir alertas até quase 48 horas antes do ataque. O jornal The Times of Israel afirma que os egípcios já haviam alertado Israel em junho de 2023 sobre a situação em Gaza, aconselhando o Estado judeu a retomar as negociações com o grupo palestino sobre um acordo de troca de reféns. Este é o mais recente de uma série de relatos israelenses e internacionais sobre sinais que o primeiro-ministro e as autoridades de segurança ignoraram antes da invasão em grande escala. Em setembro, o jornal israelense relembra que Kamel viajou a Israel alertando que 'a situação em Gaza era crítica e ameaçava explodir na cara de todos', relata o artigo, citando autoridades anônimas de um governo árabe não especificado. No entanto, as autoridades israelenses minimizaram os alertas, assegurando a Kamel que a situação estava sob controle; isso motivou a ligação telefônica para o gabinete de Netanyahu em outubro, acrescenta o relatório, observando que 'os egípcios continuaram a alertar Israel até 48 horas antes do ataque'. Netanyahu havia negado anteriormente ter conversado com Kamel nos meses que antecederam o ataque. A reportagem também reitera informações recentes de que o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, telefonou para Netanyahu em setembro de 2023 para alertá-lo sobre sinais de um iminente ataque do Hamas. Nenhum dos alertas continha detalhes específicos sobre o momento ou o alcance do ataque planejado, observa o relatório, o que está em consonância com informações anteriores sobre o assunto. Netanyahu discursa na Assembleia Geral da ONU sob vaias e com plenário esvaziado. TIMOTHY A. CLARY / AFP

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