Netanyahu conversará nesta quinta (16) com presidente do Líbano, anuncia gabinete israelense

 

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversará nesta quinta-feira (16) com o presidente libanês, Joseph Aoun. A informação foi confirmada, segundo a imprensa israelense, por Galia Gamliel, membro do gabinete de segurança do país.

A conversa acontecerá 'após tantos anos de total desconexão no diálogo entre os dois Estados, e espera-se que essa iniciativa, no fim, leve à prosperidade', disse ela à Rádio do Exército Israelense, segundo o Times of Israel.

Diversos meios de comunicação, no entanto, noticiaram que autoridades libanesas afirmaram desconhecer qualquer contato ou reunião com Israel.

Caso se confirme, será o primeiro encontro oficial entre os chefes de Estado dos dois países em 34 anos.

O grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, já havia proposto uma trégua de uma semana a partir desta quinta-feira (16).

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques de Israel ao grupo extremista já mataram mais de duas mil pessoas e provocaram o deslocamento de mais de um milhão de habitantes.

Enquanto isso, o comandante do Exército do Paquistão, Assim Munir, deve se reunir nesta quinta-feira (16) com autoridades do Irã em Teerã.

O objetivo é organizar uma segunda rodada de negociações de paz com os Estados Unidos.

A Casa Branca não confirmou a retomada das conversas, mas informou que Islamabad serviria como sede para um novo encontro com os iranianos. No final da semana passada, a tentativa de acordo fracassou.

Irã afirma que houve progresso nas negociações com os EUA, mas ainda há divergências

Ataque israelense no Líbano na cidade de al-Taybeh.

AFP

O Irã e os Estados Unidos fizeram alguns progressos nos últimos dias à medida que se aproxima a contagem regressiva para o fim do cessar-fogo de duas semanas, em 22 de abril, disse um alto funcionário iraniano para a agência de notícias Reuters.

Mas o funcionário afirmou que ainda existem grandes divergências, inclusive sobre as ambições nucleares de Teerã.

'A viagem do chefe do exército paquistanês a Teerã foi eficaz na redução das divergências em algumas áreas, mas ainda persistem desacordos fundamentais, especialmente no campo nuclear. Surgiram novas esperanças de prorrogação do cessar-fogo e de realização de uma segunda rodada de negociações', disse.

'O destino do urânio altamente enriquecido do Irã e a duração das restrições nucleares iranianas estão entre as questões altamente controversas para as quais ainda não foi encontrada nenhuma solução'.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, elogiou nessa quarta-feira (15) o Paquistão por seu papel nas negociações e disse que as conversas com o Irã foram 'produtivas', acrescentando que provavelmente ocorrerão novamente em Islamabad.

As divergências entre os dois lados sobre as ambições nucleares do Irã giram em torno do fato de os EUA não quererem que Teerã enriqueça seu próprio urânio por 20 anos, de acordo com um funcionário regional citado pela Associated Press.

Teerã quer o direito ao enriquecimento de urânio, pelo menos em algum nível, e oferece, em vez disso, uma suspensão por cinco anos.

O Irã afirma que seu programa nuclear se destina a uso civil, apesar das alegações de Trump de que Teerã deseja construir uma arma nuclear.

Quase metade do urânio enriquecido do Irã, com pureza de até 60%, estava armazenado em um complexo de túneis em Isfahan e provavelmente ainda está lá, afirmou recentemente Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU.