Netanyahu afirma acreditar que líder supremo do Irã está vivo

 

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está vivo, apesar de não haver notícias dele desde que foi nomeado sucessor de seu pai, Ali Khamenei, assassinado no início de março.

Questionado sobre o estado de saúde e a influência operacional de Khamenei durante uma entrevista à CBS, Netanyahu declarou:

'Acredito que ele esteja vivo. Qual é a sua condição, é difícil dizer, sabe? Ele está em algum bunker ou em algum local secreto'.

O primeiro-ministro israelense alega que Mojtaba está 'tentando exercer sua autoridade', mas acredita que essa autoridade seja menor do que a exercida por seu antecessor, Ali Khamenei.

Desde que assumiu o cargo de líder supremo, Mojtaba deu algumas declarações, porém ainda não foi visto publicamente, o que aumentaram os rumores sobre sua morte.

Apesar disso, tanto os Estados Unidos, quanto Israel, acreditam que ele esteja vivo, mas em estado crítico ou com mutilações devido aos ataques e, por isso, especialmente para manter uma imagem fortalecida, não vem aparecendo em público.

Presidente do Irã afirma que negociações com os EUA ainda são possíveis

Presidente do Irã, Massoud Pezeshkian.

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O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, não descartou as negociações com os Estados Unidos, após Teerã rejeitar a proposta de 14 pontos de Washington. Em afirmações para a agência de notícias iraniana IRNA, ele declarou que a vitória deve ser 'complementada no âmbito diplomático'.

'Apesar de desconfiarmos do inimigo, acreditamos ser possível negociar com dignidade, sabedoria e priorizando nossos próprios interesses', explicou.

E 'se chegarmos a um acordo que leve em consideração as preocupações do Líder Supremo da Revolução e os interesses do povo iraniano, manteremos nossos compromissos', assegurou.

As afirmações surgem após o Irã afimar que sua proposta de acordo de paz aos Estados Unidos não era 'excessiva' e que o governo Trump continua apresentando 'exigências descabidas'. Teerã rejeitou nesse domingo (10) a proposta de Donald Trump para pôr fim à guerra, que, segundo o país, 'significaria uma submissão' ao presidente dos EUA.

Em uma publicação no Truth Social, Trump classificou a resposta do Irã como 'TOTALMENTE INACEITÁVEL'.

Em uma coletiva de imprensa nesta segunda (11), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o Irã está apenas buscando garantir seus direitos e fez sugestões 'generosas e responsáveis' aos EUA.

Segundo a mídia iraniana, as exigências de Teerã incluem indenização por danos de guerra, o fim do bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz sem novos ataques e o levantamento das sanções.

'Nossa reivindicação é legítima: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio [dos EUA] e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA'.

'A passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras exigências do Irã, consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional', completou.