O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse que, enquanto for presidente, nenhum governo estrangeiro vai intervir no país.
"Enquanto eu for presidente, nenhum governo estrangeiro vai meter o bedelho neste país", disse em discurso durante evento Mulheres com Lula, realizado em Belo Horizonte.
O presidente disse que, se for reeleito, vai investir mais em educação, para promover o desenvolvimento econômico do país.
"Agora o meu compromisso é a gente melhorar a educação, mais matemática, mais inteligência artificial, mais engenharia digital.
Nós vamos fazer com que os filhos de vocês sejam tão importantes como dizem que são os chineses, os americanos.
Nós não devemos nada para ninguém, o que nós temos é que dar educação para os nossos filhos para a gente poder funcionar competitivo.
A gente não quer só exportar soja, minério de ferro, milho, a gente quer exportar conhecimento e inteligência que o nosso povo tem demais", afirmou Lula.
O candidato prometeu investir no aumento da oferta de escolas em tempo integral para ensino fundamental e médio.
"Ao terminar o meu mandato, o Brasil será considerado um país desenvolvido.
Não vai dever nada à China, nada a ninguém", acrescentou.
Durante o evento, Lula também prometeu lutar contra o feminicídio.
"Nós assumimos a responsabilidade de transformar o Brasil no país em que a gente vai deixar o feminicídio como coisa do passado", disse.
Lula disse que pretende assegurar uma política para que mulheres tenham uma "vida livre de violência e saudável".
"Garantir que as mulheres tenham a oportunidade para escolher a vida que elas quiserem, a profissão que elas quiserem, e enfrentar a violência contra a mulher.
Afinal, em 2026, o pacto nacional contra o feminicídio, pela primeira vez na história do Brasil, os três poderes agem de forma atribulada para enfrentar a violência contra a mulher", afirmou.
Ele disse que, antes do pacto, a mulher demorava 16 dias para ser atendida quando pedia medida protetiva para se proteger de violência doméstica.
Hoje, segundo ele, a resposta leva no máximo três dias.
Ele acrescentou que o governo criou 13 Casas da Mulher Brasileira, para acolhimento de mulheres vítimas de violência, e há mais 31 em fase de implementação ou obra.
Além disso, 14 centros de referência da mulher brasileira foram entregues e há outros 17 em obras.
Lula também destacou a compra pelo governo de 1,8 milhão de unidades de contraceptivo de longa duração para entrega pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a inauguração de três hospitais da mulher, no Piauí, em Pernambuco e na Paraíba, entre outras medidas.
Ele citou ainda o Eca Digital, como mecanismo de proteção de crianças na internet.
Lula disse que a participação de mulheres em cargos de gestão no governo chega a 38%, contra 29% na gestão anterior, mas ainda é pouco.
"Nós precisamos chegar a 50% ou mais", disse.
Em um momento do discurso, Lula se confundiu e chamou a esposa falecida Marisa de Janja.
"Perdi a Janja depois de 45 anos de casado", afirmou.
Após ser alertado pelo público, Lula corrigiu a fala.
"Quando pensei que minha vida não tinha mais sentido, Deus colocou no meu caminho a Janja, que me faz ser um homem pleno", arrematou.
