'Neguinho da Beija-Flor – Musical': os sambas de enredo que serão cantados em peça sobre o lendário intérprete

Fonte: Bandeira da fonte

Foram 50 anos fazendo história com a Beija-Flor de Nilópolis nos desfiles, em todos os 15 campeonatos conquistados pela escola e momentos inesquecíveis proporcionados a todos que amam o carnaval.
O legado de Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor, conquistado em sua vida pessoal, na trajetória profissional fora da folia, e claro, na Passarela do Samba, agora sobe ao palco do João Caetano, a partir do dia 10 de setembro, em forma de espetáculo teatral.
“O Neguinho da Beija-Flor – Musical” tem direção de Luiz Antonio Pilar, texto de Aydano André Motta e o ator Izak Dahora na pele de um dos intérpretes mais icônicos de todos os tempos.

E claro que, nas quase duas horas de espetáculo comandadas por Izak e outros dez atores-cantores que foram imprescindíveis na vida de Neguinho, os sambas de enredo estão presentes.
E o Repinique traz aqui quais obras que já cruzaram a Sapucaí e também estarão presentes em “O Neguinho da Beija-Flor – Musical”.

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Entre as 34 canções presentes no roteiro musical da peça, nove são sambas de enredo, sendo sete da discografia da Beija-Flor.
Como, por exemplo, “Laíla de todos os santos, Laíla de os sambas”, obra em homenagem ao lendário diretor de carnaval e que embalou o 15º e mais recente título da agremiação, em 2025, o último conquistado por Neguinho.
Não poderia faltar também “Sonhar com rei dá leão”, de 1976, justamente o primeiro caneco da Beija-Flor no Grupo Especial e pontapé para uma era de conquistas e grandes desfiles nilopolitanos.
Outra conquista presente no roteiro é o samba de 2008, “Macapaba”, quando a agremiação fez um belo tributo ao Amapá e chegou à impressionante marca de cinco título em seis anos (2003, 2004, 2005, 2007 e 2008).
Neguinho da Beija-Flor no Desfile das Campeãs de 2025: último título cantando o saudoso amigo Laíla
Domingos Peixoto/Agência O Globo
Também constam no roteiro o elogiado “Iracema – A virgem dos lábios de mel”, de 2017 (6º lugar) e “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, de 2022 (vice-campeão).
Além do divertidíssimo samba de 2009, quando a escola ficou em segundo lugar contando a história do banho com “No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia”.

E é claro que não poderia faltar o samba que foi trilha daquele que, majoritariamente, é reconhecido como o vice-campeonato mais campeão que já passou pela Sapucaí: o icônico “Ratos e urubus, larguem minha fantasia...”.

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Sebastião Marinho
A plateia ainda será agraciada com dois sambas clássicos de duas coirmãs, ambos datados de 1969: “Heróis da liberdade”, de Silas de Oliveira para o Império Serrano e o campeoníssimo “Bahia de todos os deuses”, do Salgueiro.

Como bônus, ainda estão no roteiro sambas-exaltação a Mangueira e Portela, além, claro, do clássico “Deusa da Passarela”, em tributo à Beija-Flor e imortalizado na voz de Neguinho.