Navios que tentam atravessar Ormuz precisam pagar pedágio em moeda chinesa ou cripto, revela agência

 

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Os navios que tentam atravessar pelo Estreito de Ormuz precisam pagar um pedágio em yuan chinês, segundo definições do Irã. As informações são da agência de notícias Bloomberg, destacando que há uma classificação.

Essa taxa de classificação vai de 1 até 5, na qual os países mais amigáveis ​​recebem um acordo melhor. Os iranianos estão oferecendo uma passagem de segurança com o pagamento do valor.

Fontes informaram ao veículo de comunicação que os petroleiros autorizados pagam uma taxa a partir de US$ 1 por barril de petróleo, paga em yuan ou criptomoeda.

Em seguida, a Guarda Revolucionária Islâmica fornece ao petroleiro um código de acesso e instruções de rota, permitindo que ele seja escoltado através do estreito por uma lancha de patrulha.

O barril de petróleo voltou a subir e superou a marca dos 105 dólares depois do pronunciamento do presidente Donald Trump sobre a guerra no Irã. O discurso na TV frustrou parte dos aliados e os investidores porque não anunciou o fim da guerra, como se esperava.

Além de evitar dar um prazo para o encerramento do conflito no Oriente Médio, Trump disse que os Estados Unidos vão bombardear usinas de energia no Irã, um ato que é considerado um crime de guerra.

Numa tentativa de amenizar a preocupação do eleitorado americano com a alta no preço dos combustíveis, Trump disse que os Estados Unidos não dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, que foi fechado pelo regime iraniano.

Em resposta ao discurso de Trump, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã afirmou que a guerra vai continuar até a rendição e o arrependimento do inimigo.

Trump faz ameaças ao Irã e diz que vai fazer país 'voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca.

ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez diversas ameaças ao Irã durante seu discurso televisionado no fim da noite dessa quarta-feira (1). Ele alertou, por exemplo, que os EUA poderiam atingir todas as usinas de energia elétrica do Irã e até insinuou ataques contra a indústria petrolífera do país caso não haja acordo entre Washington e Teerã.

'Se não houver acordo, vamos atacar cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica, com muita força e provavelmente simultaneamente. Não atingimos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos, porque isso não lhes daria nem uma pequena chance de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos o atingir e ele acabaria, e não haveria nada que eles pudessem fazer a respeito'.

Trump também afirmou que a mudança de regime nunca foi o objetivo dos Estados Unidos no Irã. Porém, defende ele, ela ocorreu por 'morte dos líderes originais'.

Com isso, o presidente americano defendeu que os ataques seguirão por mais algumas semanas e prometeu fazer o país 'voltar à Idade da Pedra'.

'Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'.

Sem fazer um anúncio objetivo sobre os rumos da guerra, Trump reafirmou que o conflito vai durar mais duas ou três semanas. O presidente americano tem enfrentado uma queda na popularidade com a dos preços do petróleo e da gasolina no mercado americano.

Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira a domingo, 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os Estados Unidos deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo.

Ao declarar vitória e dizer que destruiu a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país, Trump minimizou a alta no preço dos combustíveis e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.

Reprodução

O presidente americano disse, porém, que após a guerra a passagem por onde circula 20% da produção mundial de petróleo “vai reabrir naturalmente”.

Donald Trump ainda classificou o novo grupo que assumiu o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei de “menos radical e mais razoável”.

O republicano fez uma ameaça e disse que, se não houver acordo, irá atingir cada uma das usinas de geração de energia iranianas.

Em resposta ao discurso de Trump, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã afirmou que a guerra vai continuar até a rendição e o arrependimento do inimigo.