Nascida na Lapa, roda de samba que homenageia Djavan vira sensação na cidade e ganha edições em São Paulo e Minas

Nascida na Lapa, roda de samba que homenageia Djavan vira sensação na cidade e ganha edições em São Paulo e Minas - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Parecia um encontro de devotos de Djavan. Essa era a sensação de quem presenciou há dois domingos no Clube Renascença, no Andaraí, na Zona Norte, uma massa de mais de 2 mil fãs do artista, acompanhando em uníssono — como em oração —o repertório só com composições próprias ou gravadas pelo alagoado, executadas em ritmo de samba, numa roda comandada por onze músicos, que durou cerca de cinco horas.

As paredes, como num templo, estavam decoradas com imagens do artista reproduzidas das capas dos discos. Thiago Gomide.

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—Um belo culto dominical — escreveu um internauta na página do projeto Pagodjafãs, junção da palavra pagode com o termo que denomina os admiradores do artista. Nascida de forma espontânea e despretensiosa, no começo do ano na calçada de um bar nas imediações Praça da Cruz Vermelha, na região da Lapa, no Centro, a roda de samba deveria ter edição única.

O objetivo era só comemorar o aniversário do ídolo, do qual os músicos também são fãs. Djavan nasceu em 27 de janeiro de 1949, em Maceió.

Fãs cantam juntos sucessos e músicas menos conhecidas de Djavan em roda na Zona Orte Paula Dias/Divulgação

Mas a iniciativa fez tanto sucesso que agora é o projeto que planeja seu primeiro aniversário. Antes disso, vai passar por São Paulo, em novembro, e Belo Horizonte, em dezembro.

O músico Arifan Junior, um dos idealizadores, conta que quando o colega Rômulo Mariano sugeriu a homenagem, não esperava que desse tão certo. — A ideia era nos reunirmos num barzinho e cantar Djavan.

Fizemos um card destinado aos amigos, que foi publicado na internet e viralizou. No dia do encontro a rua fechou.

Teresa Cristina dá canja em roda que só toca Djavan Paula Dias/Divulgação

Quem foi pediu bis e quem perdeu cobrou outra chance. Da calçada do bar, a roda foi para o Beco da Cultura, perto da Praça Quinze, onde realizou duas edições, em abril e julho.

A do Renascença — a quarta —, com direito a canja da cantora Teresa Cristina, abriu um mês antes a venda de ingressos, esgotados em poucas horas. —Ainda estamos digerindo a proporção e o tamanho disso tudo — diz o músico Hugo Ojuara.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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