NASA divulga imagem da mais jovem bacia lunar de 950 quilômetros capturada pela Artemis II

 

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A NASA divulgou nesta terça-feira (7) uma nova imagem da Bacia Orientale, na Lua, com 950 quilômetros de diâmetro, capturada durante a passagem da Artemis II nessa segunda-feira (6).

A Bacia Orientale e seus múltiplos anéis, visíveis na parte inferior direita da foto, se formaram há cerca de 3,8 bilhões de anos devido ao impacto de um asteroide de grande magnitude, segundo a NASA.

É considerada a mais jovem das grandes bacias lunares e situa-se na borda oeste do lado visível da Lua.

A agência espacial afirma que duas crateras menores, batizadas pela tripulação da Artemis II como Integrity (em homenagem à espaçonave) e Carroll (em homenagem à falecida esposa do astronauta Reid Wiseman), podem ser vistas na posição das 10 horas da bacia.

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A NASA divulgou nesta terça-feira (7) também a primeira imagem do lado oculto da Lua. A região, que nunca havia sido acessada pelos humanos anteriormente, foi visto pelos astronautas da Artemis II nessa segunda (6).

A foto foi capturada da constelação de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar.

Imagem do lado oculto da Lua.

Divulgação/NASA

A NASA divulgou em suas redes sociais o vídeo do momento em que a Artemis II entrou em um eclipse solar. O espetáculo contou com o alinhamento de Órion, da Lua e do Sol, e durou cerca de uma hora.

A tripulação aproveitou a oportunidade para estudar a coroa solar - a atmosfera mais externa do Sol - enquanto ela brilhava ao redor da borda lunar

Depois, uma imagem do eclipse completo foi divulgada pela NASA.

Imagem do eclipse solar visto da missão Artemis II.

Divulgação/NASA

Os quatro astronautas da missão Artemis II começaram oficialmente a viagem de volta à Terra depois de completar o sobrevoo da Lua. Perto das 20h, como estava previsto, a nave passou por trás da Lua, perdendo o sinal com a Terra por cerca de 40 minutos.

Nesse período, a tripulação atingiu o ponto mais distante que um ser humano já viajou no espaço: mais de 406 mil quilômetros da Terra.

Depois do apagão, a primeira mensagem da nave veio da astronauta Christina Koch: “Houston, aqui é a Integrity, teste de comunicação… é muito bom ouvir a Terra de novo”, ela disse.

Depois do feito histórico, os astronautas foram cumprimentados pelo presidente Donald Trump numa chamada de vídeo ao vivo.

Durante a conversa, o presidente disse que não há nada comparado ao que a tripulação está fazendo e fez questão de destacar a liderança americana na corrida espacial.

O republicano reforçou que a Lua é apenas o começo e assinalou que o destino final será o planeta Marte.

Além do elogio formal, o presidente interagiu com os astronautas de forma mais descontraída e estratégica.

Trump perguntou como foi a sensação de ficar sem comunicação com a Terra enquanto passavam pelo lado oculto da Lua.

O piloto Victor Glover respondeu que "fez uma pequena oração, mas precisou continuar trabalhando" nas observações científicas. Primeira mulher a sobrevoar a Lua, a especialista da missão, Christina Koch, foi enfática sobre a perspectiva global e o recorde de distância.

Trump encerrou a chamada convidando formalmente toda a tripulação para uma recepção no Salão Oval da Casa Branca assim que retornarem e cumprirem o período de quarentena e recuperação.

A previsão da NASA é que a nave saia oficialmente da influência gravitacional lunar e volte a ser "puxada" predominantemente pela Terra hoje, às duas e 25 da tarde, pelo horário de Brasília

A missão agora está na reta final, com o foco voltado para os sistemas de suporte à vida e os preparativos para a reentrada atmosférica.

O pouso está previsto para sexta-feira, às nove e sete da noite, no Oceano Pacífico, próximo a San Diego.