Eduardo Bolsonaro publicou nesta segunda-feira (26), no X, um vídeo em inglês em que pede que estrangeiros não reconheçam a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). Na gravação, de 4 minutos e 21 segundos, o ex-deputado acusa fraude na eleição.
“Esta é uma mensagem para vocês. Não reconheçam esta eleição, porque ainda mais fatos estão surgindo agora”, diz Eduardo, em tradução livre.
Ele afirma que, “como o Flávio disse”, é preciso cancelar a eleição, que segundo ele foi “claramente fraudulenta”, e pede “pressão internacional” e que o vídeo seja compartilhado. O vídeo é gravado em formato de selfie, no saguão de um prédio, e intercala a fala com gráficos em inglês.
Um deles soma os votos de Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury no primeiro turno, pouco mais de 9 milhões, e pergunta se Lula teria ficado com todos eles. Outro mostra uma foto de Lula abraçado ao ministro Cristiano Zanin, do STF.
Eduardo lembra que Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 47,03%, contra 45,16% de Lula, e diz que é a primeira vez desde 1985 que o primeiro colocado perde o segundo turno. Ele chama a virada de “estatisticamente impossível”, cita pesquisas e as apostas do site Polymarket e ataca Zanin, a quem chama de ex-advogado de Lula, pela prorrogação da votação por duas horas.
Segundo Eduardo, o ministro “decidiu sozinho” e não teria legitimidade por não integrar o TSE. Conforme o Poder360, Zanin determinou a ampliação do horário em ação da coligação de Lula e depois esclareceu que a medida valia só onde as urnas ainda não tinham fechado, orientação confirmada pelo TSE.
A campanha de Flávio também pediu mais tempo de votação, em cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, defendeu a “absoluta segurança” do processo eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o respeito à vontade dos eleitores. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, que disse que não vai reconhecer o resultado e pretende pedir a anulação.
Eduardo mora nos Estados Unidos desde 2025. Ele perdeu o mandato de deputado federal em dezembro de 2025, por faltas, e foi condenado pela 1ª Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo.
Depois do trânsito em julgado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a execução da pena, a expedição de mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes. © Jornal Razão.
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