Não é só o Santos: veja cinco casos similares em que Flamengo se baseia na ação contra Estudiantes

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Flamengo está confiante de que conseguirá fazer o Estudiantes ser punido pela escalação de Marcos Rojo e assim chegar à final da Libertadores. Além do precedente envolvendo o Santos e Carlos Sánchez na edição de 2018, o clube se apoia em outros casos no protesto feito perante a Conmebol na última semana.

Em nota, o rubro-negro diz que o clube argentino assumiu o risco ao escalar o defensor na partida de volta da semifinal, após receber autorização provisória da Corte Arbitral do Esporte (CAS) e que agora está apenas agindo para "preservar seus direitos". O GLOBO lista os outros exemplos de escalação irregular com os quais o clube carioca trabalha.

Chapecoense x Lanús (Libertadores de 2017) O primeiro deles vem de maio de 2017, quando a Conmebol informou, pouco antes do jogo da fase de grupos entre Chapecoense e Lanús, que o zagueiro Luiz Otávio não poderia atuar por conta de uma suspensão.

O clube brasileiro afirmou que não foi informado a tempo e utilizou o jogador, autor do gol da vitória por 2 a 1. Porém, depois foi punido pela entidade com uma derrota por 3 a 0, e acabou eliminado na fase de grupos.

San Lorenzo x Deportes Temuco (Sul-Americana de 2018) Em 2018, o San Lorenzo apresentou uma reclamação à Conmebol porque o meia Jonathan Requena havia sido inscrito pelo clube chileno na Copa Sul-Americana, no confronto entre eles na segunda fase, mas seu nome constava na súmula do Defensa y Justicia na mesma edição do torneio — em um jogo contra o El Nacional, em julho daquele ano — antes da transferência para o Temuco.

O regulamento da Conmebol proibia que um jogador fosse inscrito por mais de um clube na mesma competição. A entidade acolheu a reclamação e deu a vitória por 3 a 0 ao San Lorenzo.

O Temuco recorreu da decisão, sem sucesso. No jogo de volta, os chilenos venceram por 1 a 0, resultado insuficiente para evitar a eliminação.

River Plate (Libertadores de 2018) O meia Bruno Zuculini disputou várias partidas daquela Libertadores carregando suspensões pendentes relativas a 2013, devido a um erro administrativo no sistema da Conmebol.

A entidade reconheceu o erro, mas não alterou os resultados do River Plate, porque os adversários dos argentinos naquele torneio não apresentaram reclamações dentro do prazo regulamentar de 24 horas, conforme estabelece o regulamento. Santos x Independiente (Libertadores de 2018)

A situação de Carlos Sánchez foi similar, mas, naquele caso, o Santos acabou punido. Após um empate sem gols do clube paulista com o Independiente, no jogo de ida das oitavas de final, a Conmebol abriu expediente disciplinar e decidiu aplicar a punição e a derrota por 3 a 0.

Carlos Sánchez quando atuava pelo Santos Ivan Storti/Santos FC

O motivo é que o uruguaio tinha uma suspensão pendente da época em que jogava pelo River Plate. Em desvantagem, o Peixe empatou novamente por 0 a 0 no Pacaembu e acabou eliminado do torneio.

Barcelona x Defensor Sporting (Libertadores de 2019) O Barcelona de Guayaquil havia vencido o Defensor Sporting no jogo de ida da segunda fase, mas foi enquadrado porque o meia Sebastián Pérez havia sido escalado sem que seu Certificado Internacional de Transferência (CTI) tivesse chegado a tempo.

Por conta da transferência concluída fora do prazo, os equatorianos foram punidos com uma derrota por 3 a 0. A vitória por 1 a 0 na volta não foi suficiente para evitar a eliminação.

O clube recorreu da decisão, mas a Câmara de Apelações manteve a punição.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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