'Não é mais uma Semana Santa, é para a nossa vida', diz padre sobre Sermão do Encontro em Belém
Durante a programação da Sexta-feira Santa (3), em Belém, o Sermão do Encontro ganha destaque como um dos momentos mais marcantes da tradição católica. Responsável pela pregação deste ano, o padre Gabriel Aparecido Paes ressaltou o convite à vivência profunda e pessoal da fé durante a celebração.
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Segundo o sacerdote, o Sermão do Encontro vai além de uma encenação simbólica do encontro entre Jesus e Maria no caminho do Calvário. Para ele, trata-se de um momento de reflexão que deve tocar diretamente a vida dos fiéis.
“A Semana Santa é algo muito importante para toda a Igreja Católica. E o Sermão do Encontro é um momento de profunda reflexão. É um ato belíssimo, em que vemos o amor entre uma mãe e seu filho, mas também somos chamados a olhar para a nossa própria vida”, afirmou.
O padre destacou que a experiência não deve ser vivida de forma automática ou repetitiva, mas com intensidade e sentido espiritual. “Se a gente pensar que pode ser a última Semana Santa da nossa vida, a gente passa a viver diferente. Não é mais uma celebração, é algo que precisa transformar a nossa vida”, disse.
Durante a reflexão, ele também ressaltou a importância dos encontros humanos como expressão da presença de Deus. “Quantos encontros nós temos que, muitas vezes, não precisam de palavras, mas que só a presença já acalenta o coração? O Sermão do Encontro também nos fala disso: de encontros que curam, que consolam”, pontuou.
Ao comentar sobre o convite para conduzir o sermão, o padre revelou o sentimento de responsabilidade diante da missão. “Eu recebi esse convite com temor e tremor, mas também com o desejo de ajudar as pessoas a viverem esse momento. É uma grande responsabilidade, mas também uma alegria poder rezar com os irmãos”, declarou.
Para ele, a proposta da celebração é clara: levar os fiéis a uma vivência concreta da espiritualidade. “Que não seja apenas mais um momento, mas algo que a gente leve para a vida. Que a nossa espiritualidade seja vivida de verdade, no nosso dia a dia”, concluiu.
