Namorada comemora possível soltura de MC Ryan em caso Narco Fluxo: 'Transbordando de gratidão'

 

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A namorada de MC Ryan SP, Giovanna Roque, usou as redes sociais para comemorar a possível soltura do companheiro, detido desde o último dia 15 por suspeita de integrar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O Superior Tribunal de Justiça determinou a libertação de outro réu de Operação Narcofluxo, numa decisão que pode beneficiar o funkeiro, entre outros acusados.

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Pelas redes sociais, Giovanna afirmou que seu coração está "transbordando de alegria e gratidão". Com citações a Deus e agradecimentos à providência divina, a influenciadora destacou que "nem sempre foi fácil", mas que hoje reconhece "a mão de Deus em cada detalhe".

"Que nunca me falte fé para confiar, nem gratidão para reconhecer", escreveu.


Reprodução/Instagram

Em outra postagem, Giovanna compartilhou uma foto da filha que teve com o MC, Zoe, acompanhada de uma mensagem bíblica. A pequena usa a camisa "MC não é bandido".

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Após a prisão de MC Ryan SP, no último dia 15, Giovanna declarou apoio ao cantor e disse que segue ao lado dele "hoje e sempre". A influenciadora digital publicou imagens ao lado do funkeiro no Instagram e destacou confiar que a "verdade" encontrará seu caminho e que "tudo vai passar".

Na postagem, Giovanna Roque ressaltou saber que, "lá na frente", os dois vão olhar para o que aconteceu "com a cabeça erguida, mais fortes do que nunca".

Operação apreende itens de luxo

Carros de luxo, armas e joias. Balanço divulgado pela Polícia Federal sobre a Operação Narco Fluxo — que mirou, entre outros, Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP e Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo — aponta a apreensão de ao menos 55 veículos de luxo e motocicletas, avaliados em mais de R$ 20 milhões, além de 120 armas e munições.

Também foram recolhidos 56 itens de joias e relógios — incluindo modelos da Rolex —, 53 celulares e 56 dispositivos eletrônicos, como computadores, tablets e notebooks, além de R$ 300 mil e US$ 7,3 mil em espécie, e documentos financeiros que devem auxiliar o avanço das investigações. Segundo os investigadores, o material reforça indícios de atuação de uma organização voltada à lavagem de dinheiro no Brasil e no exterior.

Como mostrou o g1, entre os itens de maior destaque estão uma Mercedes-Benz G63 rosa, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, e uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren, encontradas na mansão do influenciador Christhyan Elias Barbosa Dias, conhecido como Chrys Dias. Na casa de MC Ryan SP, foi apreendido ainda um colar de ouro com a imagem de Pablo Escobar emoldurada pelo mapa de São Paulo.

Colar com gravura do narcotraficante Pablo Escobar apreendido durante a operação Narco Fluxo, da PF

Reprodução/PF

Ryan foi preso temporariamente na quarta-feira, 15, apontado como líder e principal beneficiário econômico de um esquema que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em 24 meses. De acordo com a investigação, a estrutura utilizava empresas ligadas ao entretenimento para misturar receitas legais a recursos oriundos de apostas ilegais, tráfico de drogas e rifas digitais, por meio da chamada instrumentalização de pessoas físicas.

Ainda segundo a apuração, o grupo adotava mecanismos de blindagem patrimonial, com transferência de bens para familiares e terceiros, uso de operadores financeiros e posterior reinserção dos valores na economia formal, inclusive por meio da compra de imóveis, veículos e itens de luxo.

Além de Ryan, são citados nas investigações Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo; o influenciador Christhyan Elias Barbosa Dias; e Raphael Sousa, ligado à página Choquei. Chrys é apontado como financiador relevante, enquanto Raphael teria atuado como operador de mídia, recebendo valores diretamente do funkeiro.

Segundo o delegado da Polícia Judiciária Marcelo Maceiras, a escolha de artistas e influenciadores era estratégica, já que a alta circulação financeira e o grande número de seguidores facilitam a movimentação de grandes quantias sem alerta imediatos dos sistemas de controle.

O dinheiro ilícito, conforme a polícia, era disfarçado como pagamento por publicidade, permitindo a aquisição de patrimônio de alto valor e sua exibição nas redes sociais. O grupo também utilizava processadoras de pagamento, contas de passagem e empresas de fachada, além de realizar transferências fracionadas — técnica conhecida como “smurfing” — para dificultar o rastreamento. No exterior, a organização recorria a criptoativos, especialmente a USDT (Tether), para remessas internacionais e ocultação de patrimônio.

Em nota, a defesa de MC Ryan SP sustentaram a “absoluta integridade” do artista e a regularidade de suas transações financeiras. Já a defesa de MC Poze do Rodo informou que iria se manifestar na Justiça após acesso aos autos.

A Operação Narco Fluxo é desdobramento das operações Narcobet, no fim de 2025, e Narcovela, em abril do mesmo ano. Segundo as autoridades, as investigações tiveram início após a apreensão de drogas em um veleiro, em 2023.