Na terceira idade, não basta se sentir amado: é fundamental se sentir importante, diz psicologia
É do senso comum que, na velhice, é necessário que a pessoa se sinta amada. No entanto, a psicologia tem notado outro desconforto importante de ser endereçado: a importância.
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Pesquisas em psicologia do envelhecimento indicam que idosos precisam se sentir úteis e significativos tanto quanto se sentir amados para manter a qualidade de vida e a longevidade.
Um estudo realizado por Gordon Fleet, autor de “A psicologia da importância; a importância como uma necessidade fundamental”, mostrou que cuidar de idosos não é só dar remédio, comida e cama. É também tratá-los com dignidade, incluí-los nas decisões, mostrar que eles são vistos e que sua presença faz diferença.
Outro estudo aponta que idosos acima dos 70 anos que se sentiam “pouco” úteis apresentavam maior risco de incapacidade e mortalidade precoce.
Em resumo: níveis de “utilidade percebida” persistentemente baixos estavam associados à um risco maior de morte em idosos.
No entanto, isso não está ligado necessariamente ao abandono dos pais pelos filhos: o vínculo entre os dois simplesmente muda. Enquanto jovens, os filhos dependem mais do que a psicologia evolucionista chama de “capital de experiência”.
Com o envelhecimento dos mais jovens, o agora idoso pode começar a sentir que esse capital; ou seja, esse acúmulo de experiência de vida, não tem um destinatário: assim que se tornam autônomos — de certa forma, objetivo da parentalidade — o papel de “pai” se esgota, e é isso que pode causar a sensação de “desimportância”.
É importante que o idoso tenha um “novo” propósito de vida: se sentir necessário em algum lugar segue a ser importante para a vida humana e, pelo que indicam estudos, ainda mais importante na velhice.
