Na ressaca da festa de Shakira, agora é esperar os shows do futuro: cinco novas divas pop para se sonhar na Praia de Copacabana
Num mundo de sonho, em que as divas pop governassem — como foi com Shakira em Copacabana no fim de semana —, a sucessão nos palcos seria constante, mas sem que rainhas precisassem ser destronadas para a chegada de outras. Que bom seria, não?
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Porque este ano pelo menos cinco discos, fresquíssimos no streaming, apontam com firmeza para uma renovação nas pistas de dança — renovação esta que, como se sabe, um dia bem pode sair do escuro das boates e e chegar às luzes das arenas do planeta.
São discos de estrelas com quem, assim como Madonna, Lady Gaga e Shakira, o fã de música pop poderia sonhar um dia em ver liderando a massa no Todo Mundo no Rio.
Slayyyter, ‘WOR$T GIRL IN AMERICA’
Terceiro — e melhor — álbum da cantora americana (originalmente chamada Catherine Grace Garner), ele consegue ser, ao mesmo tempo, provocativo, áspero, doce e ultra pop. A dureza das batidas e das guitarras em faixas como “Dance...”, “Gas Station” e “Crank” embala a voz bastante elástica desta artista que chega aos 29 anos com uma boa ideia do que deve fazer para chegar à grandes plateias: usar autoconfiança, elegância e humor como combustível para faixas que caem bem tanto nas pistas quanto nas arenas.
Honey Dijon, ‘The Nightlife’
A veterana DJ trans de Chicago (que, segundo se acredita, teria nascido em 1968) fez deste seu terceiro álbum o disco que qualquer diva pop de 2026 gostaria de ter: uma leitura contemporânea e vigorosa da house music, cheia de boas ideias e melodias — que, por sinal, ficaram a cargo de cantoras de categoria, como Adi Oasis, Rochelle Jordan e Greentea Peng.
Tokischa, ‘AMOR & DROGA’
Rainha do dembow, mutação dominicana do reggaeton porto-riquenho, a rapper de 30 anos dá o seu grande passo para o estrelato: ao lado de produtores como Diplo e Skrillex, ela constrói faixas mais pop do que de costume e, ao mesmo tempo, mais experimentais, sem perder sua verve de rimadora. Nas faixas, Tokischa fala de relações tóxicas e como as superou.
Justine Skye, ‘Candy’
Aos 30 anos, na estrada desde os 19 como sensação emergente do R&B, a cantora nova-iorquina deu sua cartada genial nesse EP: a partir da house music, ela fez um grande cozido de ritmos para a pista, que só ganharam em elegância com a sua voz. É uma pequena gema pop, com faixas como “Heart attack”, “Bitch in Ibiza” e “YAP”, que são bem capazes de enfim estourá-la.
Robyn, ‘Sexistential’
Um dos nomes mais influentes da dance music, a cantora, DJ e produtora sueca de 46 anos nunca foi exatamente uma megaestrela — o que pode mudar a partir deste álbum, grito de liberdade, em prol da sexualidade e das possibilidades de se experimentar. Com a voz ainda bem fresca, e um belo vocabulário sonoro à mão, Robyn fez um disco bem agradável, mas atrevido.
