A possibilidade de desapropriar terrenos de proprietários que se recusam a vender ganhou força na Ilha de Ré, A possibilidade de desapropriar terrenos de proprietários que se recusam a vender ganhou força na Ilha de Ré, na França.
A medida envolve o setor litorâneo de Le Défend e abre um novo capítulo na disputa pelo controle de áreas costeiras, onde a preservação ambiental e o interesse público podem prevalecer sobre a vontade individual de negociar uma propriedade. A área conhecida como Le Défend fica entre Rivedoux-Plage e Sainte-Marie-de-Ré, em uma região costeira valorizada pela paisagem natural.
Desde 1982, o Conservatório do Litoral tenta reunir todas as propriedades para impedir novas ocupações e recuperar o ambiente original. O principal avanço ocorreu em 2 de novembro de 2026, quando um decreto da prefeitura declarou o projeto de aquisição dos terrenos como de utilidade pública.
A decisão abre caminho para que o Conservatório utilize a desapropriação caso as negociações voluntárias não avancem. Na prática, a medida permite superar a resistência de proprietários que não aceitam vender suas parcelas, embora a transferência forçada ainda dependa das etapas legais necessárias.
Um dos principais pontos de conflito envolve o valor oferecido pelo órgão ambiental. A proposta de compra foi de apenas 1,07 euro por metro quadrado, quantia considerada muito baixa por diversos proprietários.
Conheça detalhes da Ilha de Ré de é no vídeo abaixo do canal “Alex Outhwaite“. Sim.
A decisão prevê uma proteção específica para Claude e Lucette Huau, de 85 e 87 anos. O casal possui uma residência no local há mais de seis décadas, que atualmente funciona como moradia principal.
Como os dois não possuem uma alternativa permanente de habitação em Rivedoux, a desapropriação não poderá resultar na retirada deles da casa, conforme a ressalva incorporada ao projeto. O objetivo do Conservatório do Litoral é recuperar o espaço natural e impedir que novas construções avancem sobre a região.
Dependendo das necessidades de preservação, algumas estruturas existentes poderão ser demolidas. A decisão representa uma mudança importante em uma disputa que atravessa mais de quatro décadas.
Para as famílias envolvidas, o conflito agora ganha uma dimensão jurídica ainda maior, enquanto o poder público busca reunir os terrenos para proteger o litoral francês.
O Antogonista