Museu das Amazônias inicia pintura de painel com realidade aumentada de artista paraense
A fachada do Museu das Amazônias (MAZ), no Complexo Porto Futuro, em Belém, passa por intervenção artÃstica. O projeto consiste na execução de um painel que utiliza tecnologia de realidade aumentada na área externa do prédio. A estrutura possui 2 metros de altura por 5 metros de largura e a autoria é do artista visual paraense Luan Rodrigues, conhecido como Kambô Art. Natural de Cametá, o profissional utiliza técnicas que unem o muralismo tradicional a recursos digitais, sinalizando o inÃcio de um novo ciclo técnico e expositivo da instituição.
Durante cerca de uma semana, o público que transita pela área do Porto Futuro pode observar a produção da obra em tempo real. O trabalho utiliza como referência central a cobra, que é o sÃmbolo institucional do MAZ. A metodologia de criação aplicada pelo artista combina pintura mural, animação e dispositivos de realidade aumentada. Segundo Kambô, a proposta de levar este trabalho para o museu envolve a aplicação de linguagens tecnológicas construÃdas ao longo de sua trajetória, utilizando a figura da Cobra Grande como elemento do imaginário regional para fundamentar a narrativa visual.
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A tecnologia de realidade aumentada permite que a obra estática ganhe movimento quando visualizada por meio de dispositivos móveis. Essa interação digital é uma caracterÃstica da produção do artista, que busca conectar suportes fÃsicos a conteúdos virtuais. No caso do MAZ, a instalação do painel na fachada funciona como um ponto de contato com a cidade, permitindo que a arte ocupe o espaço público de forma acessÃvel.
O painel integra o cronograma de transição do museu, que suspendeu a visitação interna no inÃcio de fevereiro para a substituição das exposições em cartaz. A previsão é que as novas mostras sejam inauguradas no encerramento do primeiro semestre de 2026. Durante este intervalo de montagem interna, o museu mantém a comunicação com os frequentadores por meio de intervenções visÃveis na área externa. A gerente técnica do MAZ, Grazielle Giacomo, explica que a exposição do processo de montagem na fachada faz parte de uma escolha conceitual de manter a transparência sobre as transformações do prédio e o diálogo com os artistas da região.
A proposta de permitir que as pessoas acompanhem cada etapa da execução dialoga com o momento de renovação das galerias. Para a administração do museu, tornar o movimento de construção visÃvel reforça a dinâmica de uma instituição que se relaciona diretamente com o território amazônico e suas narrativas. Após a conclusão da pintura, a obra permanecerá instalada na fachada para interação do público. O painel deve funcionar como um marco visual durante o perÃodo em que as salas internas permanecem fechadas, ampliando a experiência dos visitantes e estabelecendo uma relação direta entre a produção artÃstica contemporânea e o ambiente urbano de Belém.
Ao finalizar o cronograma de confecção, o MAZ disponibilizará as instruções para que o público possa interagir com a realidade aumentada do mural. A iniciativa prepara o terreno para a reabertura das galerias no semestre seguinte, mantendo a atividade cultural do espaço e valorizando a produção técnica local no contexto das artes visuais e da tecnologia aplicada.
