Municípios com maior abstenção são em estados onde Lula perdeu para Flávio no 1º turno

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

Os municípios acima de 100.000 habitantes com as maiores taxas de abstenção no primeiro turno ficam no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais e em Mato Grosso do Sul, todos estados onde o presidente Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro. Os números representam um desafio para uma das apostas da campanha do petista para conseguir uma inédita virada no segundo turno, que é estimular o comparecimento de uma fatia dos 33,4 milhões de eleitores que se ausentaram das urnas em 4 de outubro. Em reuniões fechadas, o PT orienta aliados políticos e militantes a só combater a abstenção onde o comparecimento rende votos para o candidato à reeleição. A diretriz é replicada sem muito mistério: “no Nordeste, sim; fora dele, só onde Lula lidera”. Na região em que o presidente ficou à frente em todos os estados e quase todos os municípios, de acordo com um documento interno, cada eleitor a mais que vota ali tende a favorecê-lo.

Ainda assim, se uma parte grande das abstenções está em regiões e estados onde Flávio Bolsonaro se saiu melhor, resta uma fatia menor do universo de ausentes no primeiro turno que a campanha petista pode tentar mobilizar com carreatas, panfletagem e abordagens corpo a corpo localmente. Doutor em ciência política pela Fundação Getúlio Vargas, Marco Antonio Faganello elaborou, a pedido de VEJA, a lista dos dez municípios com mais de 100.000 habitantes com as maiores taxas de abstenção no primeiro turno de 2026.

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Para Faganello, a estratégia de Lula contra as abstenções se explica pela falta de espaço para ampliação do arco de alianças no segundo turno, como Flávio fez com Caiado, Cury e Zema. Mas, para nutrir qualquer chance de resultar em uma inédita virada e levar o petista a seu quarto mandato presidencial, precisará ser associada a uma intensificação das críticas ao senador do PL. Em resumo, a campanha de Lula tenta virar os votos nulos e as abstenções para o candidato do PT, ao mesmo tempo em que busca demover uma fatia dos eleitores de Flávio no primeiro turno de repetir a escolha no segundo, mesmo que para isso votem nulo. Ao mesmo tempo, um possível movimento de voto útil antipetista na primeira rodada pode ter deixado o Zero Um perto de seu teto de votos. Ainda assim, amparado no histórico de e nos apoios recebidos de partidos do Centrão, “está com a faca e o queijo na mão”, ressaltou Faganello.

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Veja abaixo a lista:

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Uruguaiana (RS) – 28,4% Itanhaém (SP) – 28,0% Teófilo Otoni (MG) – 27,5% Rio Grande (RS) – 27,3% Praia Grande (SP) – 27,2% Bagé (RS) – 26,7% Poços de Caldas (MG) – 26,5% Três Lagoas (MS) – 26,4% Ituiutaba (MG) – 26,3% São Vicente (SP) – 26,2%

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