Mulheres trans denunciam ação de cafetão em Niterói, e vereadora vai ao MP
Mulheres trans que trabalham na prostituição em Niterói denunciaram situações de violência, intimidação e possível exploração sexual na cidade, relatando a atuação de um homem que se porta como um cafetão. Os relatos apontam ainda para a existência de um esquema que ultrapassaria a prostituição em si, com indícios de associação a outros crimes e possível envolvimento de milicianos e de agentes públicos.
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De acordo com as denúncias, as mulheres estariam submetidas a um ambiente de coerção, com cobranças, ameaças veladas e controle sobre os locais de atuação. A menção recorrente a supostas conexões políticas e institucionais elevou o grau de preocupação das vítimas, que procuraram apoio para tornar pública a situação e garantir proteção diante do risco de represálias.
Diante da gravidade dos relatos, a vereadora Benny Briolly formalizou uma denúncia ao Ministério Público para que o caso seja investigado. A iniciativa busca assegurar que o órgão acompanhe de perto as apurações e adote as medidas necessárias para responsabilizar eventuais envolvidos, além de proteger as vítimas. A vereadora afirmou ainda que, segundo os depoimentos, o suspeito possuiria ligações com agentes do poder público.
— Estamos falando de denúncias extremamente graves, que vão muito além da prostituição. Há relatos que associam essa exploração a outros crimes sérios, inclusive com indícios de envolvimento do crime organizado. É fundamental que o Ministério Público acompanhe cada passo dessa investigação — afirmou a parlamentar.
Num contexto em que mulheres trans têm dificuldade de conseguir empregos, salienta a vereadora, a prostituição é, para muitas, a alternativa para se sustentar. Além da representação ao MP, Benny Briolly informou que irá oficiar a delegacia responsável para que o caso seja monitorado pela Comissão de Direitos Humanos e da Mulher da Câmara Municipal. A intenção, segundo a vereadora, é garantir que as investigações avancem com rigor, responsabilidade e foco na proteção das denunciantes.
A parlamentar também destacou que contará com o apoio da Comissão de Direitos Humanos de Niterói, mobilizando recursos institucionais, materiais e humanos para oferecer acolhimento às vítimas e fortalecer a rede de proteção. A atuação inclui o acompanhamento dos desdobramentos do caso e a cobrança por respostas junto ao poder público.
— Nosso compromisso é com a proteção das vítimas, com a verdade e com a justiça. Não vamos recuar diante da gravidade dessas denúncias — concluiu.
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