Mulheres tentam invadir prédios na Zona Sul de Niterói; grupo é o mesmo que age no Rio

 

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A Polícia Civil investiga uma dupla de mulheres suspeita de tentar invadir apartamentos em bairros da Zona Sul de Niterói. Segundo o chefe do setor de investigação da 77ª DP (Icaraí), Renan Oliveira, as duas passaram por dois endereços, no dia 11 de abril, em Icaraí e no Ingá, mas não conseguiram entrar nos prédios porque os porteiros desconfiaram da abordagem e negaram acesso. De acordo com a investigação, as suspeitas fazem parte de um grupo criminoso originário de São Paulo, apontado como responsável por uma série de furtos a apartamentos registrados na Zona Sul do Rio no ano passado. O bando também é investigado pela prática em outros estados, como Paraná e Santa Catarina. Uma das suspeitas também é apontada como participante de um arrombamento a apartamento residencial, em janeiro deste ano, no Jardim Botânico, bairro da Zona Sul do Rio.

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— Os integrantes desse grupo atuam sempre com o mesmo modus operandi: tentam entrar no prédio afirmando ser parentes ou conhecidos de algum morador. Depois, sobem e vão tocando as campainhas dos apartamentos até encontrar uma unidade vazia. Quando ninguém atende, eles invadem o imóvel e praticam os furtos. Eles se valem da boa aparência e da conversa articulada para conseguir acesso. Também revezam os integrantes (das ações) para dificultar as investigações. Hoje estão aqui, amanhã podem estar em outro estado. Às vezes usam homens, às vezes mulheres. São muito ágeis. A principal orientação é nunca liberar a entrada sem a identificação completa da pessoa. Aqui em Niterói elas não conseguiram — afirma o policial.

Segundo a polícia, em um dos registros capturados no Ingá, uma das suspeitas aparece abordando o porteiro pelo interfone. Com naturalidade, ela afirma morar em uma das unidades do edifício. A entrada, porém, não foi autorizada porque o funcionário fez a checagem imediata dos dados do condomínio, constatando que a mulher não era moradora.

As investigações apontam que o mesmo grupo já havia atuado em bairros da Zona Sul do Rio. Em janeiro deste ano, uma jovem ruiva de vestido claro e tênis se apresentou à portaria de um edifício na Rua Itaipava, no Jardim Botânico, alegando problemas no reconhecimento biométrico e fornecendo ao porteiro o nome de uma moradora para ter acesso liberado. Em seguida, pediu que o funcionário deixasse entrar também o “marido”, um rapaz de bermuda, camiseta e óculos. Os dois eram ladrões: arrombaram um apartamento e saíram menos de uma hora depois com joias, bolsas e dinheiro, forçando o portão na saída e correndo até um carro branco que os aguardava. O caso é investigado pela 15ª DP (Gávea), que realizou perícia no local e identificou um dos suspeitos.

Os investigadores também tentam mapear a movimentação do grupo entre os estados para identificar possíveis receptadores dos bens furtados.

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