Mulher sofre 3 AVCs após fazer ajuste quiroprático no pescoço e acaba com sequelas motoras e na fala
Jaycie Conley cuidava do filho de 6 meses quando começou a sentir uma dor de cabeça que atribuiu à privação de sono por ter que cuidar de um bebê. A moradora de Ventura (Califórnia, EUA) achou que tivesse dormido de mal jeito e procurou um quiroprático já conhecido para aliviar as dores. Mas, após os ajustes no pescoço, Jaycie sofreu 3 AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e ficou internada na UTI, acabando com sequelas motoras e na fala permanentes.
Em entrevista ao "Daily Mail", Jaycie contou que começou a sentir náuseas e que seus olhos ficaram vesgos sozinhos após ter feito o ajuste quiroprático no pescoço. Ela entrou em contato com o profissional que informou que ela estava tendo "uma reação estranha" e a convidou para outro ajuste.
A quiropraxia é uma prática focada no diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas no sistema esquelético, principalmente na coluna vertebral. São utilizadas técnicas manuais de ajustes quiropráticos nas articulações para o alívio de dores, melhorar a mobilidade e o funcionamento do sistema nervoso, sem o uso de medicamentos.
Jaycie, que tinha 33 anos à época, decidiu ir ao hospital e lá descobriu que sofreu uma ruptura na artéria que passa pela coluna vertebral e irriga o cérebro. E, de acordo com médicos, a causa pode ter sido a "velocidade" usada no ajuste quiroprático. Além disso, eles também explicaram que os sintomas eram um resultado de dois miniderrames, que interromperam o fluxo de sangue para o cérebro dela.
Ainda no hospital, Jaycie sofreu um AVC mais grave e precisou ficar 5 dias internada na UTI.
Jaycie Conley sofreu 3 AVCs
Reprodução / Instagram - mrs.conley_213
"Fiquei completamente chocada ao descobrir que ir a um quiroprático poderia causar isso", contou ela que, enquanto esteve na UTI, precisou de ajuda para fazer coisas básicas como andar ou ir ao banheiro.
Jaycie Conley estava internada quando sofreu um mini-derramo enquanto falava com o marido pelo facetime
Reprodução / Instagram - mrs.conley_213
Mas o que mais mexeu com Jaycie foi não poder pegar o filho no colo.
"Eu estava apavorada com a possibilidade de o meu filho não ter uma mãe. Eu não conseguia pegar meu filho no colo e tive muita dificuldade em ser uma mãe em tempo integral", lembrou.
Jaycie Conley e o filho Daxton
Reprodução / Instagram - mrs.conley_213
Cinco anos após os AVCs, Jaicey tem fraqueza no lado direito do corpo e dificuldade na fala causadas pelos 3 AVCs. As sequelas não poderão ser revertidas. Ela ainda diz sentir raiva do quiroprático que não a avisou sobre o risco de estar tendo um AVC quando contou para ele sobre os primeiros sintomas.
Nas redes sociais, a mulher de 38 anos conta a sua história para mais de 10 mil seguidores e os alerta sobre o risco de realizar ajustes quiropráticos e a importância de saberem exatamente o que está escrito no termo de responsabilidade que o paciente assina antes dos ajustes. Além de incentivá-los a procurarem um médico assim que começam a sentir dores de cabeça.
Initial plugin text
(*) Estagiária sob supervisão de Fernando Moreira.
