Mulher recebe língua artificial após perder o órgão em cirurgia contra câncer

Mulher recebe língua artificial após perder o órgão em cirurgia contra câncer - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma cientista que perdeu sua língua em uma cirurgia contra o câncer recebeu uma língua artificial para conseguir se comunicar. De acordo com um comunicado da Serviço Nacional de Saúde (NHS), ela pode ser a a primeira pessoa do Reino Unido a receber uma língua artificial feita sob medida pelo sistema de saúde local.

Avanços na saúde: Novas terapias contra o câncer de pulmão aguardam o Papa Leão XIV 'Descansar não é perder tempo': como saber relaxar aumenta a produtividade no trabalho Imogen Brooks tinha 26 anos quando recebeu o diagnóstico de carcinoma de células escamosas, o tipo mais comum de câncer de cabeça e pescoço. Ao longo do tratamento e da cirurgia para remoção do câncer ela perdeu quase toda a língua. Atualmente com 30 anos, a cientista de Londres ganhou uma nova chance ao receber a prótese.

“Minha dificuldade de fala teve um impacto enorme na minha qualidade de vida. Profissionalmente, destruiu minha autoconfiança. Eu me sentia menos independente. Sabia que tinha muito a contribuir, mas não conseguia porque havia muita variação na forma como as pessoas me entendiam. As pessoas me ouviam falar e me olhavam nervosamente”, relembra. Uma equipe de médicos se reuniu junto a Carolyn Doughty, fonoaudióloga especialista em terapia da fala e da linguagem do NHS, que acompanhava o caso de Imogen para tornar a prótese uma realidade. “Foi como reunir os Vingadores. Na minha próxima consulta, havia 8 pessoas na sala. Todos estavam dispostos a tentar”, conta. Após alguns meses de desenvolvimento, em que foram feitos protótipos, a equipe conseguiu chegar a uma versão final, que apresenta uma estrutura metálica em forma de U, feita de cromo-cobalto, que se encaixa nos dentes inferiores de Imogen, e uma língua fixa de silicone. “Houve muita tentativa e erro até encontrarmos um formato que funcionasse. Imogen trabalhava com Carolyn na criação de sons com seu protótipo de prótese. Depois, ela levava um modelo para casa, testava e voltava com várias observações. Foi muito gratificante trabalhar com a Imogen durante todo esse processo”, diz Michael Brown, técnico em prótese dentária do Hospital Guy's, local onde a cientista era atendida. Em apenas três dias de uso Imogen notou uma melhora significativa em sua qualidade de vida. A partir da conquista, ela retomou e finalizou seu doutorado. “Minha avó tem dificuldade de audição e eu tive muita dificuldade para me comunicar com ela depois da minha cirurgia e radioterapia. Depois que recebi a nova prótese de língua, visitei-a e ela disse que era muito mais fácil me entender com a prótese. Foi muito emocionante”, afirma.

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