Mulher que venceu câncer fica paralisada e em coma após trilha em parque nos EUA; entenda doença rara

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma mãe de 65 anos que havia entrado em remissão após tratar um câncer de mama está em coma e depende de ventilação mecânica depois de uma viagem ao estado de Utah, nos Estados Unidos. Chris Kamke começou a sentir fortes dores nas pernas e nos quadris após fazer trilhas no Parque Nacional de Zion, em setembro. Dias depois, foi diagnosticada com uma doença autoimune rara e ficou completamente paralisada. Nos EUA: Casal preso acusado de manter 21 crianças geradas por barriga de aluguel alega que queria criar ‘bons cidadãos’ Saiba mais: Casal processa clínica de fertilização nos EUA após DNA revelar que outro homem é pai biológico da filha Kamke viajou de Wisconsin com o marido, Kendall, e o filho, Kyle. Sentindo-se recuperada do câncer, ela percorreu a trilha conhecida como Narrows, em Zion, e, no dia seguinte, foi ao Bryce Canyon. Durante uma caminhada em Emerald Pools, porém, começou a sentir uma dor intensa nos quadris e nas pernas. A família decidiu interromper o passeio e levá-la a um hospital em Panguitch, a cerca de 30 minutos de distância. Diagnóstico mudou quadro rapidamente Inicialmente, os médicos suspeitaram que os sintomas pudessem estar relacionados às condições climáticas da região. Exames mais detalhados, no entanto, identificaram uma pneumonia bacteriana, infecção que, segundo a Clínica Mayo, ocorre quando determinadas bactérias chegam aos pulmões e se multiplicam nos alvéolos. O quadro de Kamke piorou rapidamente e ela precisou ser transportada de avião para o Intermountain Health St. George Regional Hospital, em Utah. Segundo a irmã, Tammy Thomas, ela entrou em coma em 25 de setembro. — Quando cheguei lá na sexta-feira, ela já não respondia a nada e permanece assim desde então. Portanto, desde 25 de setembro, ela está em coma — contou Thomas ao Action2News. Posteriormente, Kamke recebeu o diagnóstico de neuromielite óptica, uma doença autoimune rara que pode provocar danos ao sistema nervoso. De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), a condição afeta aproximadamente uma em cada 250 mil pessoas. — Isso é o mais estranho, porque a Chris era extremamente ativa. Ela caminhava, andava de caiaque, de bicicleta e jogava golfe. Ela tem 65 anos e ainda joga softball no time dela — disse a irmã. Agora, a família também enfrenta dificuldades financeiras. O transporte médico de volta para casa custa cerca de US$ 50 mil e não foi coberto pelo seguro. A organização sem fins lucrativos Grace on Wings se comprometeu a realizar o voo, desde que sejam arrecadados entre US$ 27 mil e US$ 28 mil para cobrir o combustível da aeronave. Segundo a campanha criada pela família, Kamke está a quase 2.700 quilômetros de casa.

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