Mulher processa Trump na Turquia alegando ser sua filha, mas Justiça rejeita pedido
Uma mulher turca entrou com uma ação judicial alegando ser filha biológica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exigindo a realização de um teste de DNA para comprovar a paternidade. O pedido foi considerado improcedente em primeira instância pela Justiça da Turquia, mas a autora já apresentou recurso.
Dia de Reis: por que celebração acontece em 6 de janeiro? É feriado? Entenda a origem da data
De acordo com o jornal inglês Daily Mail, a ação foi movida por Necla Ozmen, de 55 anos, moradora de Ancara. Segundo a imprensa local, o processo foi protocolado em 25 de setembro no 27º Tribunal de Família de Ancara, que rejeitou o pedido por ausência de elementos probatórios mínimos.
Necla afirma ter nascido em 1970 e estar oficialmente registrada como filha de Sati e Dursun Ozmen, casal que a criou. De acordo com seu relato, apenas em 2017 teria descoberto que havia sido adotada. Ela sustenta que sua mãe adotiva lhe contou que houve uma suposta “troca de bebês” em um hospital da capital turca, após Sati ter dado à luz um bebê natimorto.
Segundo a versão apresentada à Justiça, outra mulher que dava à luz no mesmo hospital — identificada apenas como Sophia e descrita como cidadã americana — teria entregue seu recém-nascido à família Ozmen. Necla alega que essa mulher teria dito que a criança era fruto de um relacionamento proibido com Trump e, por isso, não poderia criá-la.
No pedido, a autora solicitou que o tribunal reconhecesse a paternidade e determinasse a realização de um exame genético. A Justiça, no entanto, entendeu que não havia provas documentais ou indícios suficientes para dar prosseguimento ao processo.
Em entrevistas à imprensa turca, Necla afirmou que deseja apenas esclarecer sua origem biológica.
— Não quero causar nenhum problema a ele. Só quero saber a verdade — disse, em declarações à agência DHA. — Se ele concordar com um teste de DNA, posso provar que ele é meu pai — acrescentou.
Após a rejeição inicial, Necla entrou com recurso e também afirmou ter enviado petições à Embaixada dos Estados Unidos na Turquia e a tribunais americanos. Até o momento, não há manifestação pública de Trump ou de seus representantes legais sobre o caso.
