Mulher luta para limpar o nome do pai, suspeito do assassinato da mãe, e chega ao autor do crime 52 anos depois
Barbara Waldman tinha 31 anos quando foi assassinada em casa, em Oceanside, Long Island (Nova York, EUA), em 1974. Vinte minutos antes, ela tinha se despedido dos filhos, que haviam ido para escola.
O corpo foi descoberto por Eric — um dos três filhos, que tinha 5 anos — deitado no andar de cima com as mãos amarradas nas costas e uma fronha enfiada na boca, com um buraco de bala na cabeça.
A polícia não avançou nas investigações. Porém, para muitos, o marido de Barbara, Gerald Waldman estava por trás da morte.
As suspetias ganharam força depois que Gerald se casou novamente seis meses após o assassinato de Barbara.
"Depois que minha mãe morreu, meu pai se casou de novo rapidamente e as fotos dela foram tiradas da parede. Ela foi apagada de nossas vidas. A família da minha mãe sempre insinuou que meu pai a havia matado", contou Marla, filha do casal, de acordo com o "Sun". "Sabíamos que grande parte da comunidade o acusava de ter mandado matar nossa mãe. Lidar com isso quando criança foi muito difícil", emendou ela.
Marla, porém, estava convencida da inocência do pai, que acabou morrendo em 2007. A empresária de St Louis (Missouri, EUA) nunca desistiu do caso.
A americana contou que "nunca fizera perguntas" sobre a morte da mãe até se tornar adulta e que, todos os anos, ligava para a polícia pedindo a reabertura do caso.
Em 2022, o celular de Marla começou a "tocar sem parar" depois que o assassino em série Richard Cottingham, também conhecido como "Estripador da Times Square", confessou quatro assassinatos em Long Island, um deles uma invasão domiciliar, assim como a da sua mãe.
"Liguei para o detetive e ele disse que reabriria o caso para ver se o DNA encontrado correspondia ao de Richard Cottingham.
Esperamos oito meses, mas não havia nenhuma correspondência no banco de dados nacional nem no DNA de Cottingham. A polícia nos disse que não havia mais nada que pudessem fazer naquele momento", relatou Marla.
Apesar da falsa esperança, Marla "continuou no caso". Ela insistiu para que a polícia do Condado de Nassau acionasse o FBI (polícia federal dos EUA) para ter acesso a técnicas de DNA mais avançadas.
Foi quando o DNA coletado na cena do crime foi enviado para testes avançados de DNA e genealogia genética feitos por especialistas do FBI. Em agosto de 2024, Marla recebeu a notícia de que havia uma correspondência.
Então, surgiu o nome do suspeito do assassinato de Barbara: Thomas Generazio, um gari que trabalhava na região onde o crime fora cometido e que havia falecido em 2004.
"Quando me disseram que havia uma correspondência de DNA, caí no chão. Fiquei completamente perplexa. Ele parecia uma pessoa normal.
Ele morava perto da casa. Eu simplesmente não entendia por que ele tinha feito aquilo", desabafou a filha.
Marla buscou informações que pudessem levar a parentes de Thomas.
Retrato falado de Thomas Generazio e foto do gari
Reprodução
"No fim, foi a filha dele quem me enviou as fotos que nos ajudaram a resolver o caso", revelou a empresária.
Uma das fotos mostrava o pai dela usando um casaco com gola forrada de pele, surpreendentemente semelhante ao que aparecia no retrato falado da polícia de 1974.
Em março deste ano, o caso foi finalmente encerrado, com a polícia confirmando que Thomas foi o assassino de Barbara.
